Carregando os entulhos ao sol de meio-dia…
Corre, corre, corre…
Diz a senhora…
São três tempos diferentes, um de agir por impulso, outro de sentir os músculos e por ultimo de pensar o caminho incerto… (…)
Corre, corre, corre…
Diz o sincero…
São três penas diferentes, uma de cansar nos primeiros passos, outra de perder a razão da corrida, e por ultimo de sofrer a decepção da derrota ou da vitória… (…)
Corre, corre, corre…
Diz o insensato…
São três oportunidades diferentes, uma de derrubar os muros a(u)tos, outra de sentir o tijolo cair na cabeça, e a última de carregar os entulhos ao sol de meio-dia… (…)
Corre, corre, corre…
Diz o espelho…
São três aquela que eu reflito, uma destemida pela aventura sem hesitações, outra amarrada ao solo impertinente do vale sem rio largo, e a última com asas tão grandes que não reconhece a liberdade matriz de sua essência… (…)
Corre! Corre! Corre!
Diz o horizonte…
Não há como ficar parada…
Suas convicções não deixariam…
Outubro de 2005, outubro de 2009. Lá se vão quatro anos, e sigo agradecida por essa alma tão intensa que passou pela minha vida. Reencontrei essa pérola buscando em meu computador um novo papel de parede, porque não pude fazer isso via internet já que meu vizinho não pagou esse mês. De repente, alí estava, perdido entre as paixões de 2005, o belo papel de parede (Asvision) que Cris fez, com as inscrições acima gravadas sobre a imagem - união realizada por mim.
Poucas pessoas no mundo me leram tão bem, mas menos ainda me escreveram assim. Numa época em que tudo está perdido, nada melhor em que nos ver através de outros olhos para encontrar o que sempre esteve aqui.
Obrigada. Saudades de suas doses descontroladas de vida, ainda mais nesses dias de morte.
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