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Distorting a code

Um dia sentada em um sofá e uma cerveja ao lado traz a vaga consciência de que estou realmente só, por mais que a televisão seja a mais ruidosa das companhias. Eu poderia fazer tudo que eu faço só, se eu soubesse ainda como ficar só. As horas têm sido apenas a sucessão de minutos e acontecimentos quase irrelevantes que levam ao final de um dia e ao início de outro. Redescobrir os prazeres sempre é mais difícil que reencontrar as dores.

Solidão, amiga, vai dizer à lua que o céu ainda não está iluminado o suficiente, porque ela era de mel no dia em que abri a garrafa que vou terminar hoje. Talvez não fluam as palavras, mas as idéias sempre saem, nem que seja para passear e isolarem-se de novo no meu mundo sem rainhas ou coelhos. Ojalá tuviera tanta belleza.

Eu posso fugir da escrita a vida inteira, e ela vai me perseguir porque sabe a razão fútil disso: eu não quero me reencontrar, não quero saber da garota em cabelos vermelhos que se vestia pior do que agora e se entediava com o mundo. A vaidade não me permite, o medo me distrai. Pressentir os meses de reclusão talvez sejam o remédio que necessito.

Queiram as ninfas que me apaixone de novo por mim mesma, sempre foi difícil ser humilde e abandonar o egocentrismo. Mas agora que o faço, reconhecerei o caminho de volta?

Spinnerette - Distorting A Code

I don’t need the answers

When I got no place to go

All I need is a riddle, and some visionary hope

I don’t need the answers

When I got no place to go

All I need is a riddle, into visionary hope

How do I find my way back home?

How do I find my way…

How do I find my way back home?

How do I find my way home?

I’ve received a message

Just to live and let go

But the past it tangles into everything I know

Oh, I’ve received a message

Jut to live and let go

But the past it tangles into everything I know

How do I find my way back home?

How do I find my way…

How do I find my way back home?

How do I find my way home?

Sobre uma manhã difícil

Baptized By Fire

Spinnerette
Composição: Brody Dalle

Have you ever been alone?
Fighting your own war?
Someone stole the light from you
And now they’re back for more
Your heart is on the floor
Beating out of control
Oh, I don’t want this anymore

So I’ll be sailing on
Out into bermuda blue
Compass needle a breaks
Like the heart I gave to you
I’ve been laying down in the devils lair
Sailing into the sun
I’ll baptized there

In matters of the heart
One must try to fill it up
With love and grace
You’ll start a fire
Immerse old wounds and douse them out
Pick your heart up off the floor
Hold it gently now and go
To the place you were meant to know

So I’ll be sailing on
Out into bermuda blue
Compass needle a breaks
Like the heart I gave to you
I’ve been laying down in the devils lair
Sailing into the sun
I’ll baptized there

So I’ll be sailing on
I’m gone, I’m gone
I’ll be sailing on
I’m going into the sun…

A inspiração que o Malê traz

Uma pessoa nunca passa por um rio duas vezes. Porque nada será igual àquele instante em que a pessoa passou, e quanto mais ela demora de passar de novo, mais muda o rio e menos a pessoa se parece com aquilo que já foi no momento em que passou pela primeira vez.

É um dito popular livremente adaptado e inevitavelmente escolhido para essa estranha noite de carnaval em que a vontade de escrever, depois de meses, me ataca e não me deixa dormir até cuspir na tela o sangue e os dentes do murro que eu levei. Merecido, é verdade, necessário, mais verdade ainda. Mas o fato de adiar as situações não significam que elas não vão acontecer. Também não significa que o tempo pára ou que eu deixo de existir enquanto eu não estou. Ainda que eu queira sumir, minha ausência é um atestado inegável da minha presença. O passado sempre cobra o que lhe cabe.

Eu tomei uma decisão para toda uma vida. Eu mesma girei a roda da minha fortuna, e fecho os olhos agora para não ter que calcular estragos enquanto eu ainda não sei a força que eu tenho para seguir adiante. Mas só é seu aquilo que você dá, e enquanto eu não compartilhar minhas decisões com as pessoas, enquanto eu não participar ao mundo minha vida, ela não vai ser realmente minha. Eu preciso estabelecer os meus limites para o mundo perceber o meu espaço e me dar o que é meu por direito. Até esse momento, só sorrisos amarelos e olhos de desculpa. Ainda que não tenha o que sorrir nem me desculpar.

Quem desce pro play tem que saber brincar, e eu estou apostando nisso. Não estou fazendo nada de graça. Eu estou pagando é para ver, de verdade. A merda que der, vai ser a minha merda. Eu já estive na merda antes, já me familiarizei. Eu sei que depois do fim do mundo tem um mar de tranquilidade e um barco com velas infladas de decisão. Saber isso não afasta o medo, mas, sim, a insegurança. É suficiente.

Quem é Samira, e o que ela está fazendo da vida dela é uma boa pergunta, literalmente daria a minha vida a quem pudesse oferecer uma resposta ou uma teoria. A propósito, já o fiz. É exatamente o que estou fazendo. Se vai funcionar ou não, eu não tenho idéia, mas uma coisa qualquer um vai ter que admitir: eu sempre tento uma resposta, nem que seja diferente de tudo, e às vezes é tão diferente que até parece bem usual. Ninguém percebe que é a maçã envenenada a peça-chave para que Branca de Neve seja feliz para sempre…

Só me dêem uma semana e dois dias, e poderei dizer se essa garota é de sugar and spice and everything that’s nice ou se não é assim que a banda toca. Ah, querer não necessariamente tem a ver com poder, então não esperem que eu diga nada, ok? Por quê? Por favor.

PS: O carnaval me trouxe uma estranha e intensa contemplação sobre a musicalidade e a beleza de minha terra, coisa que nunca tinha acontecido antes. Só um ano mesmo fora pra me fazer admirar o axé e o afoxé… Próximo passo, baixar músicas de Daniela Mercury? O.o