Entries Tagged as ''

Shut your mouth, open your mind.

Sete palmos abaixo das flores, eu sigo cavando. O solo é frio, úmido, escuro, sufocante. Por mais que eu cave, não sei em que direção encontro o ar e a luz.

Eu acreditei, eu continuo acreditando. Quis me convencer de que os príncipes encantados não existiam. Os príncipes encantados não existem. Então porque eu sigo sentada nesta cama, esperando uma ligação, uma mensagem, uma heróica e surpreendente entrada pela porta? Onde estão as flores, os galanteios, a luta contra os dragões? Eu sou a princesa, a trança, a maçã e o caixão de cristal, tudo ao mesmo tempo. Assim um conto de fadas não pode funcionar.

A extrema calma que vem depois do desespero é o pior. É desilusão, é descrença, é indiferença. Ele não vem, eu não vou, ninguém se encontra. A vida é desencontros, sempre foi. Eu não posso cobrar o que nunca foi meu.

Como curar essa escara? Acabando com a pressão. Mas a pressão nunca acaba. Não até o fim.

Sempre acreditei que o segundo semestre era mais rápido, que ia passar voando. Mas fui eu que tirei os pés do chão, e como se estivesse em meio à correnteza mais forte de minha vida, não posso grudá-los de novo ao solo. A corrente não me permite.

Hoje eu preciso mais que um abraço. Hoje eu preciso que me façam chorar, que arranquem tudo isso que está preso dentro de mim. Me sinto como o espírito do rio em A viagem de Chihiro: suja, poluída, estancada. Preciso de uma Chihiro, e o melhor que encontro é um Kamaji.

Profundamente cansada. Preciso abrir os olhos e dormir.

Breaking Up The Girl

In a modern culture
My friend you must be careful
They’ve a million ways to kill you

In this dangerous world
There’s an art to growing old
Taking chances
Magic happens

One mistake’s all it takes
And your life has come undone
Walk away cause you’re breaking up the girl
It’s a drag
I know it’s hard
But you’re tearing her apart
Walk away cause you’re breaking up the girl

I am afraid that there’s much to be afraid of
Here today, gone tomorrow
Don’t end up in the gutter
Just like the one before
You’re just the same
You’re such a loser

One mistake’s all it takes
And your life has come undone
Walk away cause you’re breaking up the girl
It’s a drag
I know it’s hard
But you’re tearing her apart
Walk away cause you’re breaking up the girl

You’ve got to let her go because you’re breaking up the girl
The girl

One mistake’s all it takes
And your life has come undone
Walk away cause you’re breaking up the girl
It’s a drag
I know it’s hard
But you’re tearing her apart
Walk away cause you’re breaking up the girl

You’re breaking up the girl
You’re breaking up the girl
The girl

Como esconder o óbvio? Como encontrar o que não está lá? Estou velha demais para brincar de pique-esconde. Volto dez anos atrás, e encontro uma garota que pensava que já era uma mulher. Hoje, essa garota descobre que é outra coisa: é humana.

Aprender é coisa que nunca acaba, ela já sabia. Mas que a vida lhe ensinara que sua proteção e seu conforto não são autopoiéticos, mesmo depois de tudo por que se fez passar, e a essa altura do campeonato, realmente foi a grande surpresa. Nem teve tempo de descobrir se lhe tiraram o chão ou se lhe cortaram as pernas. O fato é que não sabe mais como caminhar. Não que tenha acontecido de repente, mas é que ela quis se enganar, foi intoxicada pela soberba. Bem feito, já sabia que heroína é bem coisa de ficção.

Passou as últimas semanas buscando argumentos, se distraindo, se permitindo também pequenas loucuras, para se sentir um pouco mais normal. Nada adiantou. Não tinha como adiantar. Essa coisa cresce como um câncer em sua vida, e ela demorou muito para admitir que está doente e tentar evitar a metástase. O problema já começa a se espalhar por todos os lugares, dá claros sinais de que não vai desistir. E sua vida é pura radiação.

Mas ela continua buscando heróis. Seu recurso muitas vezes foi se abrigar nos próprios sonhos, tão raros quanto os momentos de pura tranquilidade. Ela quer encontrar a força para mudar. Para se mudar. Mas esse vórtice de controle e poder lhe absorve tanto quanto lhe enlouquece. Perdoai-os, Senhor, eles não sabem o que fazem.

Que me console o desespero: o que não mata, fortalece. The trick is to keep breathing.

Protegido: Sexta-feira 13

Este post está protegido por senha. Para vê-lo, digite sua senha abaixo:


Momento açúcar:

Ainda Bem

Composição: Liminha/Vanessa da Mata

Ainda bem
Que você vive comigo
Porque senão
Como seria esta vida?
Sei lá, sei lá
Nos dias frios em que nós estamos juntos
Nos abraçamos sob o nosso conforto
De amar, de amar

Se há dores tudo fica mais fácil
Seu rosto silencia e faz parar
As flores que me manda são fato
Do nosso cuidado e entrega
Meus beijos sem os seus não dariam
Os dias chegariam sem paixão
Meu corpo sem o seu uma parte
Seria o acaso e não sorte

Ainda bem
Que você vive comigo
Porque senão
Como seria esta vida?
Sei lá, sei lá
Se há dores tudo fica mais fácil
Seu rosto silencia e faz parar
As flores que me manda são fato
Do nosso cuidado e entrega
Meus beijos sem os seus não dariam
Os dias chegariam sem paixão
Meu corpo sem o seu uma parte
Seria o acaso e não sorte

Nesse mundo de tantos anos
Entre tantos séculos
Que sorte a nossa hein?
Entre tantas paixões
Nosso encontro
Nós dois, esse amor.

Entre tantos outros
Entre tantos séculos
Que sorte a nossa hein?
Entre tantas paixões
Esse encontro
Nós dois, esse amor

Entre tantas paixões
Esse encontro
Nós dois, esse amor…

Quando as pessoas são uma cachaça, nada melhor que um pouco de açúcar e limão pra descer gostoso!

Sem licença poética.

Então eu adoto totalmente a ideologia pseudo-feminista de Adélia Prado, mergulho nesse mundo de mulheres que estudam, trabalham, se arrumam, cuidam da casa, e ainda encontram tempo de resolver os problemas do marido e estar com sua família. Então eu me permito uma tristeza sem pedigree e decido ser desdobrável.

Melhor é ser coxo, porque enquanto o meu mundo só gira, o dos outros vive parando, pra neguinho descer pra descansar!!! Enquanto eu vivo cinco anos adiante, tem gente vivendo cinco anos atrás, viva os anos áureos (?) da adolescência (quem tem saudades disso???)!! E dá-lhe pôr pontos finais, virar página, começar de novo, e para quê diabos serve tudo isso, se quem vive comigo não sai do terceiro capítulo???

Eu sei que me prometi muita força, paciência, determinação, sobriedade. Mas para tudo tem limites!!! Um pouco de feedback cozido, por favor! E três copos de água, que é pra descer a farinha seca que se engole todo dia.

Feminista é feminista pra ter opção, e sabem todos os deuses, principalmente Oscar Wilde, que opção é bem o que eu mais tive nessa vida. Então me escolhi umas assim bem inesperadas, tem gente que diz que foi só pra ser do contra. Contra quem, minha nossa senhora da boa sorte? Contra mim mesma?! Não sei contra o quê mais… Porque, a esta altura do campeonato, dizer que minhas atitudes são contra os valores e bons costumes da pura e casta sociedade em que vivemos é demais até para a Virgem de Guadalupe! Até o vermelho do meu cabelo foi sufocado em tinta castanha!!!

Depois de ter deixado tudo, e até as palavras, o que me sobrou??? A desgraça da determinação, da paciência, e da sobriedade. Por isso não posso deixá-las. O resto é só trabalho, para um futuro tão incerto quanto a loteria da Caixa. E eu, trabalhando.

Vai ser coxo não é maldição de homem, não, porque não é maldição. Gauche sofre, mas sempre sabe o que quer. Maldição é ser desdobrável, e caber no bolso dos outros.

Protegido: Aquele que não fode nem sai de cima

Este post está protegido por senha. Para vê-lo, digite sua senha abaixo:


Protegido: Don’t loose it

Este post está protegido por senha. Para vê-lo, digite sua senha abaixo: