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Protegido: A guardiã de minha casa…

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Diário de Bordo. 2o. mês, dias 10 a 21: Férias de inverno

Eis a razão pq não andei atualizando meu querido jornal: eu estava viajando, aproveitando minhas férias de inverno. Só que foram 11 dias sem notícias, e, portanto, vai ser difícil contar tudo. Vou dizer o básico, e o especificio fica para os emails, os chats e os posts com senha… =D

Dia 10. Depois de dormir às 2 ou 3 da matina, acordamos às 4h45 pra pegar o diacho do trem. O timing estava perfeito. Até q chegamos no ponto de ônibus 2 min atrasados. Perdemos o buzu e o seguinte só chegava dps do trem. Resultado: primeira aventura. Correndo pelas ruas de Rennes, depois de perder as esperanças de pegar o trem, encontrei um simpático senhor e pedi o n do taxi pra ele. Chegamos a tempo. E esqueci meu celular no taxi. ¬¬

4 hs depois, Paris. Deixamos as bagagens no hotel e fomos rodar a cidade. Eu tinha programado um roteiro perfeito, mas assim q saímos procurando um banco p sacar dinheiro, nos perdemos. Resultado: esquecemos o mapa no bolso e fomos conhecer Paris como se deve, descobrindo. Andamos feito loucos pela cidade, admirando as ruas, conversando comendo os sanduíches preparados q eu levava na mochila. Opera Garnier, Place Vendome, Jardin des Tuileries comendo Godiva, Place de la Concorde, e lá fomos nós dando a volta no Sena… Orsay, Louvre, café e por do sol no Louvre, Ile de la Cité, Notre Dame à noite, cerveja com o amigo de David, Rue Mouffetard, Pantheon, Sorbonne, Tour Eiffel à noite. Não entramos em nenhum lugar pago, exceto a Opera (o que suuuuuuuuuuper valeu a pena), mas a melhor forma de conhecer Paris é mesmo conhecer suas ruas.

Mortos de cansaço, o segundo dia começou com umas horas de atraso. Mas começou pelo Arc du Triomphe. Depois, Champs Elysees, sorvete Haggen Dasz e olhos grudados nas lojas de carros. David parecia uma criança, saltitando de loja em loja pra olhar os lançamentos das melhores marcas. E eu, babando as joalherias e as lojas de grife… aiai… Depois, vimos o Petit e o Grand Palais, mas só por fora, tiramos muitas fotos. Tour Eiffel de dia (sem subir, pq n fizemos questão mesmo), Trocadero (e muitas fotos!), Batobus. Eis um dos pontos altos: andar de barco pelo Sena é realmente coisa de outro mundo. Inesquecível. Jardin des Plantes, Le Pure Café (o café que aparece em Before Sunset), trocar de roupa e sair de novo. Jantar com o amigo de David e dormir pra um outro dia.

Balanço: eu poderia ficar um mês em Paris, e ainda assim n ia aproveitar td q a cidade tem pra oferecer. A cidade mais linda que já vi - David bate pé dizendo que prefere Havana - e eu poderia morar lá, se tivesse dinheiro pra isso e vontade de viver entre os europeus, q são chatos, comparando com os latinos. Imperdível.

Dia 12. Deixamos nossas bagagens com o amigo de David e encontramos o resto da trupe. Pegamos o avião, e lá vamos nós, Estocolmo! Quando pisamos no aeroporto, já sacamos q a Suécia n é p qq um: além da moeda ser diferente, o q come um bom dinheiro na hora do câmbio, tivemos q pegar um taxi (que sai o mesmo preço ou mais barato q onibus) para a cidade. Chegando lá, e confiando no apurado senso de direção de Gustavo, nos perdemos por mais de uma hora, congelando a menos n sei quanto, até acharmos o tal do albergue, que é uma antiga prisão. Depois disso nos custar os olhos da cara (saiu mais barato o hotel de Paris!!!), fomos fazer compras e tomar um café. Pagamos mais outra fortuna e fomos dormir. Os meninos resolveram sair, e, por engano, depois de andarem mais de uma hora no gelo, acabaram em um bar gay. Mais uma hora para voltar. Tadinhos.

Manhã seguinte, tentamos curtir Estocolmo, mas a cidade é cara feito o cão. Conhecemos os pontos principais, mas o único museu que entramos foi o do Prêmio Nobel, com uma exposição belíssima sobre liberdade de expressão. Meu conselho para quem quer conhecer: chegue cedo, passe um dia lá, levando comida na mochila, com um bom tênis, para andar ao invés de pagar transporte, e saia antes que precise pagar um hotel ou albergue. A cidade é linda, parece uma Gotham City, super gótica, com taxistas ouvindo (boa) música eletrônica e uma atmosfera cyberpunk. Vale a pena conhecer, mas eu n estava preparada pra tomar esse baque no meu bolso.

De noite, pegamos um ferry para Turku, Finlândia. O barco andando no meio do gelo, iceberg à vista (@.@),  e a gente num lindo quarto, suíte, quentinho, com rádio e td mais. Mais barato q o albergue-prisão. O barco tinha 2 bares, café, sauna, free shop (afinal, fica no mar), banda ruim tocando e drinks maravilhosos!!! De qualquer forma, nos divertimos muito vendo os coroas gringos dançando bizarramente e ouvindo a música ruim. Como bêbado gasta dinheiro, levamos outro baque por conta dos drinks, e acordamos cedo e mal humorados no dia seguinte.

Dia 14. Turku. A primeira coisa que me chamou atenção foi a gentileza e simpatia de Eeva, a finlandesa que nos abrigou. Fomos andando pelas margens do rio congelado até a casa dela. O frio da Finlândia é melhor que o da Suécia, muito mais úmido. Mas lá, ou vc anda com um hidratante na mão, ou vai trocar de pele. O frio queima meeeeesmo, e minhas mãos até agora sofrem com isso… Chegamos na casa dela e desmaiamos até a tarde. Depois, fomos conhecer o centro da cidade, andar de esquibunda, e, por fim, fazer o tradicional banho no gelo finlandês. Funciona assim: tem o mar congelado. Aí vai um sacana e abre um buraco de alguns metros de diâmetro no meio do gelo. De biquini e com meias, como um turista bizarro da Barra, vc desce a escadinha, entra naquela água, grita feito um escalpelado, e sobe correndo patinando no gelo até a sauna, que parece muito confortável nos primeiros minutos, mas dps se transforma num inferno de calor e velhinhos simpáticos te olhando como um macaco no zoológico pq vc eh estrangeiro (n tem turista na Finlandia pq ninguém quer ir pra lá!!! huahuahauhauhauhau). Aí vc prefere descer de novo pra água gelada, e da segunda vez dá até uma sensação boa. E nesse ir e vir, vc percebe que começa a relaxar, achar gostoso, e os finlandeses não parecem mais tão malucos. De noite, jantar e beber. E beber. E beber. Nunca vi gente dura na queda feito mexicano. Nível Tia Aurinha. =D

Dia seguinte, acordamos tarde e fomos para o esquibunda de novo, que lá praquelas bandas se chama Pulkka. Vcs verão as fotos. Só posso dizer q é uma das coisas mais divertidas que já fiz! Depois, jantar finlandês na casa dos pais de Eeva. Claro, peixe e batata. Comida deliciosa, família ultra-simpática. E eles gostaram da gente!!! Amei os finlandeses, os europeus mais simpáticos até agora!!! 

Segunda, Helsinque. Alugamos um carro, o que saiu os olhos da cara, mas mais barato que buzu ou trem, e lá fomos nós. Vimos alguns pontos turísticos enquanto meu pé congelava a -10, e tivemos q comprar uma bota nova. Achei uma liquidação e meus pés ficaram quentinhos. No final do dia, uma ilha q serviu de fortaleza sueca contra os russos. A Finlândia era uma província sueca, a propósito. A cidade n é tão bonita qnt Estocolmo, mas muito mais simples e simpática em tudo, inclusive na arquitetura. E cara, é óbvio. Droga. Na volta, assim como na ida, a grande aventura era me manter acordada pra manter David acordado, enqnt td mundo dormia. A estrada é monótona, quase n tem carro, e idêntica em todos os pontos, então dormir é mesmo mt fácil. Chegamos e ficamos até altas horas fazendo contas. 

No dia seguinte, dormimos até a tarde de novo, e saímos para ver a cidade e comprar lembrancinhas, q também custam os olhos da cara. E pegamos o barco de volta para Estocolmo, onde um taxista ladrão inventou umas taxas para pagar dps de ter acertado o preço com a gente. Avião, de volta a Paris. Aí, nos separamos: Gustavo e Fernanda voltaram pra Rennes, Luis ficou em Paris, e eu e David rebolamos pra encontrar um jeito de ir pra Bélgica, pq n tinha covoiturage. O trem saiu caro, mas em menos de 3 horas chegamos em Bruxelas.

A cidade é lindíssima e mais barata até do que Rennes!!!! Vcs verão as fotos. Encontramos o amigo do pai de David, que nos abrigou, e descobrimos q estávamos no meio de uma crise familiar e nossa estadia ali era instável. De qq forma, dps de comer, dormimos e acordamos para um belo dia em Bruxelas. Mapa da cidade, saímos conhecendo tudo que era canto que deu, todinha a pé, o que é muito fácil pq é pequenininha. Comi Neuhaus e Pierre Marcolini, e agora posso dizer que Godiva é o melhor chocolate do mundo, apesar de mt gente preferir os outros dois. Ponto alto, além dos chocolates, é a Grand Place, a praça mais linda que já vi, de dia ou de noite. De cair o queixo, mesmo. 

Voltamos para a casa turbulenta e no dia seguinte, Bruges, uma pequena e encantadora cidade cheia de canais. Basta sentar na margem de qualquer dos canais e comer os chocolates maravilhosos, e pronto, a viagem já está paga. Linda de morrer e cheia de quiosques de batatas fritas, que, segundo os belgas, são belgas. Eles comem um monte de batatas-fritas com cebola e maionese em cima. É de comer rezando!!!

Voltamos pra Bruxelas, compramos cervejas - até agora, ainda prefiro as cervejas mexicanas, que sem sombra de dúvida são as melhores que já tomei em td a minha vida, mt bem acompanhadas de nachos - e voltamos para a casa problemática, onde tivemos um simpático jantar com as filhas do nosso anfitrião. Ele é apaixonado pelo Brasil, e ouvi Lenine, que é super conhecido aqui na França, a noite inteira. E depois, dormir para acordar e voltar à realidade. Covoiturage para Paris, TGV de Paris para Rennes.

E fim. Já escrevi demais, apesar de ter mt mais o que contar. Toh cheia de coisa pra fazer tb, pq minha vida parou por 2 semanas… Vcs vão ter q esperar pelas fotos e perguntar dps… Até a próxima!!!

Diário de Bordo. 2o. mês, 7o. dia: Francês também leva pau do governo!

Os franceses também sabem fazer piadas de si mesmo: sempre dizem que o esporte nacional é mesmo fazer greve. Essa semana, não tivemos aula nem na segunda nem na quinta. Motivo: greve de professores e pesquisadores. Ocorre que Sarko está encaminhando uma reforma na educação que permite que cada faculdade estabeleça os critérios e os horários/salários que cada professor e pesquisador merece, o que hj é estabelecido nacionalmente. Isso, obviamente, vai criar um abismo entre as universidades públicas e as faculdades privadas (como a que eu estudo, por exemplo), e maior competição entre os profissionais. Enfim, eles têm toda a razão de protestar.

Aproveitando o embalo, fisioterapeutas (aí Dica e cunha!) e outros profissionais da área de saúde reclamaram de suas condições de trabalho saindo nas ruas para protestar, assim como a central de trabalhadores, que saiu reclamando do desemprego e da crise econômica. Francês gosta mesmo de reclamar!

Aproveitei a folga para dar uma estudada, porque, como francês adora reclamar, a professora de história vai adorar reclamar dos nossos trabalhos, e temos q conseguir um dez pra passar, o q é difícil. Aqui, o máximo é 20, mas ninguém tira isso. Gênios tiram 19. Pessoas esforçadas conseguem um 15. Pessoas normais se batem pra chegar na média. =D

Também finalmente fui convencida a começar a correr. 13 min, e eu desisti. Se eu chegar em 30 min até o final do mês, estarei mais do q feliz. Se bem q com as férias de inverno no meio isso n vai progredir mt… Mas eu preciso fazer alguma coisa, pq, apesar de minhas calças estarem do mesmo jeito, sinto q minha barriga já deu uma avançada… ¬¬

Quinta teve uma festa q foi fraquíssima, porque meus amigos calouros são muito devagar… Eu bem que queria me juntar aos hispanofones, mas acho sacanagem deixar meus amigos sozinhos. Paciência. Eles, pelo contrário, n têm tantos pudores: apesar de reclamarem q nunca estou por perto, vivem fazendo programas sem me chamar. Tipo hoje, que estão em Nantes e só soube agora. Mas td bem. Eu preciso estudar de qq forma. Pelo menos, Lucie fez crepe de chocolate pra gente. Eu preciso não engordar!!!

Ontem eu fiz fatia de parida, fez o maior sucesso aqui. Olha, até que não estou tão mal na cozinha. O problema mesmo foi que o almoço foi uma merda, pq fazia tanto tempo que eu n cozinhava, q minha carne e meu molho pronto estragaram. Tive que comer feijão em conserva, que é uma merda, e caranguejo em conserva, que também descobri que é uma merda. Preciso urgentemente aprender a cozinhar. Hj eu vou tentar o hamburguer de atum.

Esses dias ando lendo guias de viagem para planejar minhas férias de inverno, o que é uma delícia! Como vai ter greve na terça, eu já vou para Paris, conhecer a cidade pela primeira vez (Lila e Michel, estou guardando um pouquinho pra vcs!!!). Na quinta, Estocolmo, no sábado, Finlândia. Na quarta, 18, de volta a Estocolmo, e a partir daí ainda estamos acertando. O que está certo mesmo é q vou passar 2 semanas só com uma mochila nas costas e muuuuuuitas fotos.  =D

A propósito, viva a Ryanair: as passagens aqui são inacreditáveis! Liverpool-Paris a 5 euros!!! Sim, o preço de minha blusa!!!

Fico por aqui, tenho muito o que estudar, e vou correr ainda hj. Talvez role festa de noite, n sei ainda. Se bem que estou mesmo é afim de ficar em casa, lendo guias de viagem, no quentinho da minha cama. Ah, David me emprestou um livro de Mario Benedetti, escritor uruguaio. Lembra muito Rachel de Queiroz. E também está me mostrando filmes mexicanos. É realmente muito gostoso conhecer mais sobre a América Latina! Somos tão parecidos!!!

Até a próxima. Espero que sobre espaço na minha bagagem pra levar meu note e continuar atualizando as novidades de outros lugares…

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Sra. Tempestade - Estudante gosta de greve em qq lugar! =D

Diário de bordo. 2o. Mês, 4o. dia: Melhor que a encomenda

Não, não trago tanto para contar como gostaria.

Domingo, excepcionalmente bom, apesar de nada novo. Recomendo “Before Sunset” (Antes do pôr-do-sol). No entanto, já tarde da noite, David veio com essa proposta louca de ir para Saint-Malo cedo no dia seguinte. Claaaaro que sim! Saint-Malo é uma cidade portuária que fica a cerca de 1h30 daqui de Rennes. Medieval, parte antiga toda fortificada, é cheia de história, e tem um grande comércio. Uma das principais cidades da Bretanha.

Acordamos às 5h, às 7h pegamos nossa “covoiturage” (ou carona, em bom pt) num hospital, pq era um médico saindo do plantão, e lá fomos nós. Pausa para falar do covoiturage. Funciona exatamente como no Couch Surfing: a gente coloca destino, dia e hora, e pessoas que têm carro colocam por onde estão passando. A gente dá contribuições módicas para ajudar os custos (4 euros, no nosso caso), e voilà! Eu, obviamente, dormi todo o caminho. O simpático senhor ficou o tempo inteiro conversando com Luis e David, falando sobre a cidade, dando dicas, etc. Ele mora lá.

Chegamos antes do sol nascer, e tomamos um chocolate quente para acordar, porque possivelmente estava abaixo de zero. Congelando e ansiando pela luz do sol, fomos andando pela cidade e descobrindo lindas casas, praças, ruas. Andávamos a esmo, até q eu perguntei pros meninos se eles tinham idéia do q tinha pra fazer lá. Não, obviamente. Então fomos numa mega banca de revista e comprei um mapa da cidade com os pontos turísticos e explicações históricas. 2 euros salvaram a viagem.

As fotos que colocarei em breve no meu Picasa falarão melhor da cidade. Mas posso desde já dizer algumas coisas: 1) foi muito bom matar a saudade do mar!! 2) Sim, os pássaros que tem aqui são gaivotas mesmo, porque lá eu pude vê-las bem de pertinho, é que nem pombo, n tem medo de gente. 3) A cidade é a mais bela de todas as q vi até agora aqui na Bretanha. Mesmo o Mont Saint-Michel perde praquela fortaleza avançando no mar, cheia de torres, canhões e histórias sobre piratas. 4) Como todas as cidades aqui, não foi necessário mais do q 4 horas para conhecê-la toda e calmamente.

Mas o ponto alto da viagem foi quando estávamos frustrados, sentados, comendo, não tínhamos encontrado a Maison de la Duchesse Anne (ela é quase Deus, está em todos os lugares na Bretanha, pq foi ela quem fez a unificação da região com a França). David, de repente, olhou para cima e disse q estava nevando. Tinha uns pozinhos brancos caindo do céu, mas se desfaziam ou eram carregados pelo vento antes de sabermos o que era. Luis jurou que estavam queimando alguma coisa. Depois ele teve certeza de que tava tendo uma guerra de gaivotas em algum lugar e aquilo eram penas voando. O fato é que nós dois demos de ombros de largamos a hipótese de David para lá.

Mais tarde, quando caminhávamos pelos muros da fortaleza, o pozinho branco recomeçou a cair. Então, atentamente, fui me certificando da tragetória que ele fazia: quando caía no chão, molhava. Sim, era neve!!! Que começou a ficar mais forte e mais forte. Ficamos bestas - eu e Luis, pq nunca tínhamos visto neve - brincamos feito crianças, rimos, comemos neve, tiramos fotos. Então, poucos minutos depois, passou. E veio atrás um sol magnífico. Lugar perfeito. Terminamos o passeio no quebra-mar, onde fica o farol, de frente para Dinard, outra cidade aqui perto, também no mar. Ônibus, casa. Uma manhã, um passeio completo. Eu amo esse lugar.

De noite, fui ficar com meus amigos, que estão queixosos de minhas ausências. O que ocorre é q eles arrumam coisas pra fazer só em cima da hora, e sempre se encontram no restaurante universitário, onde deixei de comer porque a comida é ruim e cara, comparando com a que faço em casa. Ah, é bom informar que todo dia alguém me chama para almoçar ou jantar, e minha comida fica apodrecendo na geladeira. Por favor, me mandem receitas fáceis de comida, especialmente brasileira, porque me sinto na obrigação de ao menos tentar retribuir tantos favores. Ah, achei até tapioca aqui!!! =D

Ontem, nada de mais. Reassisti Lost in Translation e me reapaixonei pelo filme e por Sofia Coppola. Eu sou mesmo idêntica a Charlotte. Mas, ainda assim, estou muito melhor do que ela! =D  Também comprei minha bota nova por 15 euros, e me senti mt bem de n pagar 13,50 no conserto da outra.

Poderia falar mais, mas fico por aqui. O resto, meus caros e minhas caras, fica para os inúmeros e-mails que eu adoro receber, apesar de andar sem tempo de responder todo dia. Mas posso dizer que sinto falta de ter por perto as pessoas que eu amo para conversar olhando nos olhos, e para verem como meu sorriso é verdadeiro. Eu realmente estou feliz como nunca. Encontrei aqui o que não esperava encontrar em lugar nenhum. Estou tentando controlar a minha ânsia pessimista de pensar que é tudo bom demais para ser verdade. Até que estou conseguindo.

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Sra. Tempestade - Bigger than my body.