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Contando gotas de chuva…

Será que vai dar verruga, feito dizem que dá quando a gente conta estrela?

Tô de calundu, tô cansada. Menino mau, menina chata, problema à vista. Dia cheio, cheinho de nada. Mas um vestido se/me salvou.

Os meninos pediram preu escrever, mas até eles entendem o meu calundu. Mãe de calundu não gera, né, meninos? Cês sabem que não. Passar passa, e passa rápido, que dezembro já é daqui a pouco. Passa até antes, quem sabe quando me vir fresca e bonita pós-aulas. Cuidar do cabelo, comprar sapato, novo tom de ruivo, sobrancelha feita. Ai, que termino até minha depilação!!!

Calundu mandou dormir, lá vou eu, menina obediente que sou. Com um bico do tamanho do de um ganso, vou me enfiar nas cobertas e sonhar que meus meninos é que me botam pra dormir, e não o cansaço do corpo (da alma, ainda não).

Chuvas fortes e ventos frios

É mesmo inverno. O jeito é calçar as botas, tirar os casacos do fundo do armário e arrumar um guarda chuva poderoso. Ou, talvez, eu ceda à minha futura familiaridade bretã e diga: nós bem sabemos que guarda-chuvas não adiantam…

Em tempo: perdoem-me o humor. Passar, passa, mas não sei daqui a quanto tempo. Essa frente fria talvez tenha vindo pra ficar, estou me chovendo inteirinha. Então, se é para o bem de todos e felicidade geral de minhas amizades, digo a todos que mantenham distância.

Vento frio…

Você está certo, é claro que eu penso demais. Mas, se pensasse só um pouquinho menos, não seria eu. Ou, na doutrina astrológica de Muni, meu ascendente em Gêmeos não me permite não questionar tanto. Esse negócio de ficar se refazendo cansa, mas cansa mais ver que o mundo não tem solução porque as pessoas não escutam as outras. Não é que as pessoas discordem que haja problemas - nisso, td mundo concorda. O problema é que todo mundo quer dar a solução que é “certa” para o problema…

Isso tá parecendo reflexão de menina de 10 anos de idade, mas, hoje, é assim que estou me sentindo: com 10 anos de idade. Pequena, confusa e deslocada. Como na quinta série. Eu penso demais. Mas você não me amaria se eu não fosse tão confusa assim - e isso é uma constatação, não é ego (só um pouquinho, faz bem). Ou negue.

Frase do dia é de Malvados. Indicação de Guaré, aprovado 100% por mim, vale a pena ler todas as tirinhas… “O casamento é o contrato entre duas pessoas que querem brigar para sempre”. Malvados. http://www.malvados.com.br/

Au revoir. Melhor: au re-écouter (se é que existe, e, se não existir, acabei de inventar).

Chover (ou invocação para um dia líquido)

“Seu boiadeiro, por aqui choveu
choveu, que amarrotou
foi tanta água que meu boi nadou!”

Essa é a versão Cordel. Ainda tem a versão Lenine do post de hoje: “se pediu, aguenta!”

Decreto oficialmente o fim da vida “light”. Metida (de novo?) em meio à política - de uma maneira muito mais saudável mentalmente, mas muito mais perigosa eticamente - pesquisa a ser feita, muitos projetos, muito pouco tempo. Viagem adiada, problemas adiantados. Um rio de oportunidades, e estou líquida demais para segurar tudo. In-con-sis-ten-te. Mas coerente. Samira nunca está gasosa, graças à sorte, que me fez assim. Acabou a moleza, Maria, é hora de labutar! Ai, Nossa Senhora dos Soldadinhos de Chumbo, dai-me forças pra saber voltar a essa vida sem enlouquecer!

O Ministério do Bom Senso alerta: esta atitude pode causar efeitos colaterais como nervosismo, impaciência e prepotência. Não desaparecendo os problemas, consulte um amigo e passe alguns dias longe do mundo. E aproveite para fantasiar a perfeição de sua viagem…

Ai, ai… eu e minhas viagens… Quero só ver aonde vou chegar.

PS: Não se sintam mal, mas isso não é para vocês. São só anotações mentais que levaram algum tempo até serem registradas.