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Velhas idéias, novos caminhos…

Confusa e perdida em meio a tantos sentimentos (e graças à sorte, nenhum deles é nostalgia), venho deixar aqui, como um consolo, o primeiro capítulo do meu querido “A conta-gotas”. Provavelmente todos que lêem esse blog já leram, ao menos esse capítulo, mas aguardem que, em breve colocarei os outros. As modificações em relação ao que tem no DeviantArt são poucas, mas importantes para mim. Não vão mudar a história, realmente, só a qualidade dela.

Hoje estou mesmo precisando sentir novamente o controle sobre minha vida… Desgraça de calmaria!

Espero que ao menos que essa primeira gota que derramo aqui hoje se transforme em enxurrada e me leve para muito longe…

Além do horizonte, existe um lugar…

O gosto do passado não é realmente bom, quando o gosto é de sangue. Espero que, dessa vez, seja o meu, e não o alheio. Não que eu esteja realmente em humores cristãos, muito pelo contrário. Hoje eu tenho a certeza de que o que faço, faço pelo meu orgulho, pela minha pessoal, particular visão de mundo. Pelo meu ego. Mas não quero rasgar caminhos alheios enquanto abro os meus.

A calmaria, hoje, me tirou do sério, porque é prenúncio da tempestade que já vem no horizonte. Aliás, a calmaria tem me perseguido por dias. Como uma verdadeira calmaria antes de uma grande tempestade. A pressão baixa quase até o inferno, até explodir em raios e água para todos os lados. Em breve, ainda não. Mas a raiva é que na calmaria não há vento, o barco não anda, diabos! Ao menos, que dê tempo para recolher a vela. Melhor ficar um pouco à deriva e depois retornar ao meu caminho, seguindo pelas correntes, do que lutar em vão contra o horizonte que cada vez mais se aproxima.

Engraçado. Leva uma vida inteira tentando chegar ao horizonte, mas este, quando bem quer, vem até a gente, cinza e indefinido, e nos atira uma tempestade desgraçada para destruir nosso barco. Mas marinheiro que é marinheiro sabe nadar!  E, no final das contas, minhas costas queimadas de sol pedem um pouco da água da tempestade…

Barco joão-bobo, vai suportar a força das ondas, queira a sorte! A messe é grande e poucos são os operários , mas além do horizonte, muito além desse mundo cinza, o céu será azul…

Lados avessos…

Estão batendo uma felicidade e um orgulho estranhos. É que hoje de manhã eu resolvi fazer o que não fazia hà muito, e, por acaso, comecei a ler A conta-gotas do começo. Duas horas depois, passei pouco da metade mas não consigo parar. E isso só pode significar que está bom. É difícil avaliar eu mesma uma coisa que fiz, mas hoje eu me senti realmente feliz por estar presa a um texto meu. As palavras nos lugares certos, as idéias abundantes em insinuações… Agora, vou tentar voltar ao final para continuar a escrever, mesmo sem ter terminado de ler. Espero que, num futuro próximo, eu volte a ler de onde parei e me depare com um texto ainda mais maduro e consistente… Até as próximas páginas…

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O mundo dá mesmo muitas voltas. Achamos que nosso futuro está escrito em pedra, e que nossos amigos estão cravados no peito, mas, de repente, uma volta em si mesmo, e as coisas mudam completamente de figura. Nem sempre é dando que se recebe, nem sempre a recíproca é verdadeira. E nem sempre os sonhos são eternos. Estou pagando tanto a minha língua, como não faço há muitos anos. Este está realmente sendo o melhor ano de minha vida, e devo isso a muitas pessoas, algumas das quais as mais inesperadas. Espero um dia poder lhes contar o que vocês significaram para mim.

Mas está mesmo doendo isso de me contorcer e distorcer um velho sonho para transformar em um novo futuro. Sonho que se sonha junto é realidade? Não. Sonho que se constrói junto é realidade. Sonho que se fica sonhando, junto ou sozinho, é sempre sonho, e estou muito a fim em trazer meus sonhos para a minha realidade. E, principalmente para a dos outros. GEGE, o meu sangue é o seu, em todos os sentidos. Eu me recuso a desistir. Sou teimosa feito uma mula, e vou te carregar para o inferno, se for preciso, mas ainda vamos a algum lugar!

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Deu um nó na garganta, e umas lágrimas ficaram (e agora voltam a ficar) presas em meus olhos quando vi a provisória capa do meu primeiro livro público (e, futuramente, queira a sorte, publicado). Cris, você não só está realizando um sonho meu (só falta plantar a árvore e ter o filho), mas está me dando forças para uma empreitada vitalícia: nunca parar de escrever! Tem certas coisas que só o dinheiro faz por você. Todo o resto, só os amigos. Quem tem amigos, tem tudo. Graças à sorte, hoje eu me sinto dona do mundo, porque tenho os melhores amigos que alguém poderia ter!

Em tempo, aos que não foram mencionados, mas que fizeram meu feriadão: Muni, Guaré, Clio, Valds, obrigada por serem tão vocês. Esse amor tão gratuito e tão sincero de vocês é cura pra qualquer angústia…

Céu nublado, tempo frio…

Cansada, mas feliz. É muito boa a sensação de trabalho feito, apesar de saber que outras tantas obrigações me aguardam. Mas, o que importa é que estou feliz. Acordar bem num domingo pode mudar o dia inteiro… Talvez até a semana…

Anotação mental / promessa de domingo: minha pesquisa vai dar ao menos dois passos nessa semana!

Sopra leve o vento leste e encrespa o mar…

Vida ainda light, é verdade. O vento sopra forte e o barco vai em frente. Mas já posso ver o horizonte escuro e indefinido. Tempestade à vista. Serei eu? Serão os outros? Isso ainda não posso saber. Mas em breve…

“Não telefone, não mande cartas, não mande alguém me avisar… Não vá pra longe, não me desaponte.”

Acho que pesquei um marlin azul e não tenho como carregar em minha pobre canoinha… rs…