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	<title>Tempestade de Idéias</title>
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		<title>Uma manhã ruim, e todo o conhecimento do mundo se perde.</title>
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		<pubDate>Fri, 03 Sep 2010 10:29:57 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Às vezes eu morro de raiva de mim mesma por esquecer as coisas que eu sempre soube. Hoje, assim, no meio de uma dessas crises que surgem do nada (principalmente porque naturalmente existe uma lei da física que diz que Samira + David = iminência de crise), eu fiquei me perguntando mais uma vez como [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Às vezes eu morro de raiva de mim mesma por esquecer as coisas que eu sempre soube. Hoje, assim, no meio de uma dessas crises que surgem do nada (principalmente porque naturalmente existe uma lei da física que diz que Samira + David = iminência de crise), eu fiquei me perguntando mais uma vez como diabos eu sabia tudo e depois de 2009 eu não soube mais nada. Ou seja, não é possível que as pessoas acreditem que sabem tudo de repente cheguem à conclusão de que na verdade não sabiam nada e têm que começar tudo do zero!</p>
<p>Então eu fui fazer o que faço sempre nos momentos de crise, estresse, falta de vontade de tudo e nas horas normais também: fui olhar meus feeds. E aí estava um post num blog que eu adoro, falando justamente sobre o que eu odeio: auto-ajuda (agora tem hífen ou não?). Mas é fato, odiamos auto-ajuda e sempre acabamos usando, não tem jeito, é o mal literário do séc. XXI (e viva os anos 70 ¬¬). Para que vocês leiam por vocês mesmos: <a href="http://www2.uol.com.br/vyaestelar/eu_decisoes.htm">http://www2.uol.com.br/vyaestelar/eu_decisoes.htm</a></p>
<p>No terceiro parágrafo eu já queria pegar a minha corda de borracha (que um dia eu vou começar a pular, eu prometo) e passar por umas merecidas horas de auto-flagelação (de novo, tem hífen ou não?). Veja bem, é realmente inaceitável que eu tenha que ler num post de auto-ajuda aquilo que eu sempre soube!!! Com o meu orgulho jogado no chão e pisoteado como vinho na festa da uva, eu recuperei meu bom senso e minha convicção e voltei a ser a Samira-sabe-tudo. UFA!!!</p>
<p>Mais uns pontos de força de vontade recuperados, e essa garota volta a trabalhar como escrava e viver como se deve: com o queixo lá em cima e os olhos bem pregadinhos no chão.</p>
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		<title>Sobre Chueca e Madrid</title>
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		<pubDate>Thu, 02 Sep 2010 09:37:05 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Ontem foi dia de sair pra desestressar e de quebra conhecer o bairro. Alguém por favor avise a Lucas Jerzy que ele precisa vir aquiiiiiiiiiiiiii!!!! Eu lembro dele o tempo inteiro, e, se pudesse, distribuiria passagens pra meus amigos!!! Eve, Dadal, isso aqui é muuuuuuuuuiiiiiiiiiiiiiiiito a nossa cara, pra passar uma semana inteira entrando e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ontem foi dia de sair pra desestressar e de quebra conhecer o bairro. Alguém por favor avise a Lucas Jerzy que ele precisa vir aquiiiiiiiiiiiiii!!!! Eu lembro dele o tempo inteiro, e, se pudesse, distribuiria passagens pra meus amigos!!! Eve, Dadal, isso aqui é muuuuuuuuuiiiiiiiiiiiiiiiito a nossa cara, pra passar uma semana inteira entrando e saindo de lojas, cafés, restaurantes e bares&#8230;</p>
<p>Esse bairro é uma explosão de glamour e estilo por todos os lados, quase tudo direcionado a um público gay bastante exigente! Mas tem todo tipo de lugar, de tavernas tipicamente espanholas, com velhinhos machos comendo jamón e cerveja amarga num balcão sujo a cafés franceses ou lugares-conceito super trabalhados no minimalismo.</p>
<p>Quanto a Madrid, em geral, não conheci muito, mas posso dizer que é muito triste a pouca quantidade e a pobre qualidade dos cinemas. Anteontem fui assistir Origem (NÃO PERCAM PELAMORDEDEUS!!!) naquele que dizem ser um dos mais modernos cinemas daqui. Pra vocês terem idéia, tá perdendo pro Cine do Barra, e eu estou falando sério. Mas as opções de teatro são infinitas, e aqui é o paraíso de quem bate pernas, porque eles simplesmente só tem UM shopping (hello, 21st century!!!), que fica quase fora da cidade. Aqui estão as marcas européias, e as básicas (muuuuuuuuito básicas) americanas, por preços bastante salgados. Realmente, o paraíso das compras pra mim continua sendo o México e me arrependi muito de não ter trazido várias coisas, porque agora está doendo no coração pensar em comprar cremes pra cara e coisinhas pro cabelo.</p>
<p>Em geral os espanhóis são meio brutos, falam alto e não sei se eu ainda não percebi, mas parecem não ter um estilo característico, ou mesmo ter estilo at all. Aliás, a regra aqui é que as pessoas se vistam entre normal e mal. Vale a pena ressaltar que ontem, rodando por aí, descobrimos que o chic e o &#8220;in&#8221; é ser/parecer francês. Os dois melhores lugares que vimos no bairro adotam explicitamente as referências e os produtos franceses. E pra quem passou seis meses na França, tenho a impressão de que estilo e refinamento são parte da cultura francesa, e não européia, como muitas vezes costumamos confundir. Em tempo, os italianos têm seu próprio estilo - não que eu goste - que é bastante evidente e vendido no mundo inteiro como algo super uau (oi, Prada, D&#038;G, Armani e etc), mas estilo de vida, na França, é vida de estilo, e isso nunca vi em qualquer outro lugar - não que eu conheça muitos. Espero mudar de idéia, mas é a impressão que eu tenho. </p>
<p>Enfim, essas são as minhas primeiras impressões. Pelo menos as coisas que não são importadas são baratas, em geral, e comer e se vestir é barato - mas tem que fuçar, pq a estética espanhola não raro cai no brega muito mais facilmente que os seus colonizados. Aliás, eu e David estamos reconhecendo muito do México aqui na Espanha, e descobrindo que algumas coisas que saíram mal por lá são culpa dos espanhóis, como a sujeira e a falta de educação das pessoas, que, graças aos deuses astecas e às políticas públicas, foram consertadas lá&#8230; Aqui, eu não posso dizer o mesmo! heheheheheheheheh!!!</p>
<p>Agora eu vou meter a cara nos livros e tentar recuperar o tempo perdido, porque isso de férias é pra quem tem tempo&#8230;</p>
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		<title>Quantas bicicletas há numa vida?</title>
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		<pubDate>Wed, 01 Sep 2010 16:02:13 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Eu lembro do dia em que meu pai e meu primo tentaram me ensinar a andar de bicicleta pela primeira vez sem as rodinhas. Eu morria de medo de cair, e estava quase em pratos só por causa do medo. Então eles me botaram em cima da velha bicicleta vermelha (que Deus a tenha no [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eu lembro do dia em que meu pai e meu primo tentaram me ensinar a andar de bicicleta pela primeira vez sem as rodinhas. Eu morria de medo de cair, e estava quase em pratos só por causa do medo. Então eles me botaram em cima da velha bicicleta vermelha (que Deus a tenha no céu das boas bicicletas injustiçadas) e com todo amor no coração, me empurraram para um tombo feio e certo. Diziam que eu tinha que cair para aprender. Eu caí, nunca vou esquecer a primeira e incrível dor no toba que só uma queda em cima de uma bicicleta oferece. Mas, finalmente, eu aprendi.</p>
<p>Eu lembro do dia em que minha mãe me forçou a ligar o fogão com o fósforo, quando eu tinha verdadeiro pânico de fósforo e do fogão. Por alguma razão que não lembro realmente qual (certamente uma queimadura infeliz), eu criei um bloqueio e assim que acendia um fósforo, apagava com imediatamente. Então com toda a delicadeza típica de Dona Marcelina, ela agarrou a minha mão e não me deixou soltar a zorra do fósforo até que a boca do fogão acendeu. Eu me queimei, mas aprendi a lidar com o fogo e virei quase piromaníaca.</p>
<p>Eu lembro dos cansativos dias em que Guaré tentava me ensinar a andar de skate. Ele dizia que eu tinha que perder o medo de cair, porque eu simplesmente ia cair, era um fato. E só caindo poderia aprender a fazer as manobras. Eu caí pouco, por isso também aprendi pouco. O tempo para passar tardes em cima de uma tábua com rodas acabou, eu devolvi o skate e decidi que pulkka (skibunda) é mais divertido - ou simplesmente que amo demais o meu corpo pra deixar ele se machucar assim.</p>
<p>Hoje eu relembrei cada um desses episódios, e outros. Escutei as mesmas palavras, ditas de outra forma, enquanto as imagens do skate, da bicicleta e do palito de fósforo povoavam minhas memórias. O caráter de uma pessoa não está em nunca cair, mas em saber levantar. A gente só tem sucesso se tenta, só aprende se falha. É quando uma pessoa cai que descobrimos de que ela é feita, ou ela lamenta a queda, ou ela se levanta e segue adiante.</p>
<p>Tem gente que não sabe andar de bicicleta. Tem gente que não sabe andar de skate. Tem gente que tem fogão elétrico ou vitrocerâmica e não sabe usar um forno. Tem gente que nunca saiu da casa dos pais e tem gente que nunca tentou a sorte em um lugar longe de todos os conhecidos. Sorte, não. Oportunidade. Quem sabe aproveitar as oportunidades não precisa de sorte. Não existe sorte, não existe azar. Existe sua vontade de seguir adiante e vencer. E só. Eu podia escolher não saber nada disso também. Eu quero de novo acreditar em todas essas palavras. Mas eu só soube que a queda me ensinou o ponto de equilíbrio quando eu já sabia andar de bicicleta. Só quando eu me queimei eu soube exatamente em que momento devo apagar o fósforo. Só soube que eu nunca ia andar bem de skate quando eu já estava no chão e me preocupei mais com a roupa que se sujou e com a platéia que assistia a minha queda, e o pobre skate ficou esquecido do outro lado da praça.</p>
<p>Ninguém nasce sabendo, a gente tem que falhar pra aprender. Mas ninguém sabe se vai aprender até saber o que precisa. Eu concluo, finalmente, que até eu saber que eu sei, eu duvidarei de mim, porque é isso a dúvida: não saber se sabe. E descobri hoje também que as pessoas bem-sucedidas são aquelas obcecadas. Porque se uma pessoa não se importa com a derrota e segue adiante como se nada tivesse acontecido, não desce do pedestal nem pra ver as coisas por outra perspectiva, nem que seja a do looser, é porque essa pessoa tem determinação (ou obsessão) de sobra e nada vai separar ela do seu objetivo. Eu me distraio com a queda, com a platéia, com a roupa suja, com as feridinhas que não acabam com a vida, mas jogam o orgulho no chão. Hoje eu duvido se serei bem-sucedida porque não sou obcecada. Duvido se vou aprender, porque sei que não sei, e talvez tenha aprendido alguma coisa, mas não saberei se aprendi até que me façam andar de bicicleta de novo.</p>
<p>Pelo menos a vida ensina que a gente nunca esquece como se anda de bicicleta. Não sei se as quedas vão valer a pena, mas eu espero não esquecer as lições que a vida me ensina.</p>
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		<title>Notícias do outro lado do Atlântico</title>
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		<pubDate>Mon, 30 Aug 2010 19:53:18 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Tenho atualizado quase diariamente minha família, mas é injusto deixar minhas amigas e amigos sem pistas sobre minha vida (antes que eu leve puxões de orelha!). Hoje eu finalmente me instalei em minha atual casa, que é um apêzinho bonitinho que futuramente será compartilhado com mais alguém além de David. Ou se eu tiver sorte, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Tenho atualizado quase diariamente minha família, mas é injusto deixar minhas amigas e amigos sem pistas sobre minha vida (antes que eu leve puxões de orelha!). Hoje eu finalmente me instalei em minha atual casa, que é um apêzinho bonitinho que futuramente será compartilhado com mais alguém além de David. Ou se eu tiver sorte, o dono vai ter azar e ninguém vai querer alugar um quarto que fica no mezanino e não deve ter mais do que um metro de altura.</p>
<p>Espero em breve mandar fotos, mas farei tudo devagarzinho, porque passei todo o tempo no México correndo de um lado pra outro feito louca porque foi a vez de David resolver as coisas dele antes de vir, e quando cheguei foi pior, porque desde quarta até hoje eu passei TODOS os dias em albergue, procurando apê, andando por toda Madrid sem conhecer durante o dia pra visitar possíveis apês, e durante a noite a gente ficava na internet procurando anúncios.</p>
<p>Ou seja: estou cansada e de mau humor, mas espero que tudo mude em breve, agora que eu tenho um lugar pra chamar de meu.</p>
<p>Observações importantes: NINGUÉM TEM O DIREITO DE CHAMAR OS BAIANOS DE PREGUIÇOSOS E FESTEIROS se já conheceu a Espanha. Aqui a vida começa às 10 da manhã, pára às 14h, só continua às 17h e TODAS AS NOITES o povo tá na rua farreando!!!! É inacreditável, de verdade. E agora eu moro no bairro gay e mais badalado da cidade, então já viu, né? Pra quem conhece, é Chueca. Outra coisa: David vai estudar numa cidade que parece de mentira porque todos os prédios são IDÊNTICOS!!!! Isso também é inacreditável. Mais outra coisa: El Corte Inglés é muito falado, mas qualquer Liverpool no México deixa ele no chulé. E nenhum lugar que tem 7 ANDARES e UM SÓ BANHEIRO FEMININO (incluindo uma só latrina, ainda por cima com uma cliente com dor de barriga) pode ser chamado de lugar decente, ainda que venda Sephora e Chanel. Mais outra coisa mt importante: FIZ MINHA PRIMEIRA COMPRA NA SEPHORA!!! Foram lencinhos demaquilantes de 2 euros e um demaquilante pra olhos (o meu acabou) tb de 2 euros! =D</p>
<p>Agora banho e cama que já estou mais do que vencida, em TOOOOOOOOOODOOOOOOOOOS os sentidos!!! Beijos pra quem é de beijo e pra quem é de abraço também!!!</p>
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		<title>Cárgale todo a los motores! Segunda marcha, a cem por hora&#8230;</title>
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		<pubDate>Sun, 22 Aug 2010 04:01:52 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Outros ventos]]></category>

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		<description><![CDATA[A vida é realmente uma escola, e parece que me meti em um curso intensivo de pós-graduação em se-virância com enfoque em grandes decisões rápidas. Pelo menos posso dizer que estou numa escola de primeira, porque o nível de exigência é tão alto que depois de descobrir que caroço de manga não é sabonete, agora [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A vida é realmente uma escola, e parece que me meti em um curso intensivo de pós-graduação em se-virância com enfoque em grandes decisões rápidas. Pelo menos posso dizer que estou numa escola de primeira, porque o nível de exigência é tão alto que depois de descobrir que caroço de manga não é sabonete, agora estou me aperfeiçoando na arte de engolir sapos: aprendi a digeri-los.</p>
<p>Finalmente o que eu quero dizer com isso? Eu podia dizer o que ando fazendo, o que ando pensando ou as novidades do meu dia-a-dia. Em primeiro lugar, não tenho mais dia-a-dia, que isso é coisa pra quem tem tempo: tenho dia-e-noite-a-dia-e-noite, porque a vida não pára só porque algumas pessoas decidiram dormir, ainda que uma delas seja você. Segundo, porque descobri que o que faço e o que penso não necessariamente significam alguma coisa a curto, médio ou longo prazo. São poucos os fazeres e pensares que transcendem a condição de &#8220;sucessão de acontecimentos&#8221;, e somente ganham significado quando o futuro vira presente e a gente vê o resultado das coisas (ou a falta dele). Em terceiro lugar, mas não necessariamente nessa ordem, apesar de já não me banhar com caroço de manga, os banhos continuam sendo de água fria, e assim, bem na cara e na caixa dos peito (pq ninguém diz &#8220;na caixa dos peitos&#8221;) então é melhor não esquentar a cabeça pra não causar um choque térmico como antes. Então o agora eu deixo pra contar no depois, ok? ;o)</p>
<p>Depois de tantas metáforas, que são a minha forma de delimitar a extensão e intensidade dos efeitos que causam este blog em algumas pessoas, só posso dizer que estou feliz, e muito. Fazia tempo que não me sentia grávida de mim mesma, e essa sensação é maravilhosa! Sim, mais uma vez o Personare acertou em cheio: autoconhecimento é a tônica do momento, e não vou perder esse espetáculo por nada, nem por problemas tão problemáticos quanto os que andei problematizando nos últimos tempos.</p>
<p>Melhor que surpreender os outros, é surpreender a mim mesma. Ainda que não tenha descanso, estou desconfiando que sinto uma verdadeira paz de espírito&#8230; pela primeira vez na vida.</p>
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		<title>SOL NA CASA 4, LUA NA CASA 9</title>
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		<pubDate>Sat, 21 Aug 2010 04:58:22 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[DE: 21/08 (Hoje), 18h37
ATÉ: 24/08 , 11h06
Ocorrido anteriormente em: agosto/2009
Nesta próxima fase que vai de 21/08 (Hoje) a 24/08, a Lua estará quase cheia, Sami, e ocupando o nono setor zodiacal. Há aqui uma pequena contradição: sua alma está começando a sentir que precisa expandir-se para novos horizontes, conhecer novas pessoas, fazer novos contatos, aprender [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>DE: 21/08 (Hoje), 18h37<br />
ATÉ: 24/08 , 11h06<br />
Ocorrido anteriormente em: agosto/2009</p>
<p>Nesta próxima fase que vai de 21/08 (Hoje) a 24/08, a Lua estará quase cheia, Sami, e ocupando o nono setor zodiacal. Há aqui uma pequena contradição: sua alma está começando a sentir que precisa expandir-se para novos horizontes, conhecer novas pessoas, fazer novos contatos, aprender coisas novas, ir para lugares não antes navegados. Todavia, o Sol na quarta casa ilumina seu mapa informando-lhe que ainda não é tempo, mas brevemente será. Neste período, é mais do que possível que você venha a perceber uma leve &#8220;abertura&#8221; de novos canais: pessoas que lhe procuram, promessas de novos estudos ou de passeios e viagens. Tenha atenção, porque esta fase é boa para um planejamento daquela que virá depois, daqui a alguns dias, que envolve muita diversão e folia! Mas você ainda precisa passar pela fase de Lua Cheia, pela desestabilização emocional temporária, para então abraçar o período posterior, mais alegre e luminoso.</p>
<p>Depois disso, tudo que eu posso dizer é amém!!! E viva o Personare!!!</p>
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		<title>You say goodbye and I say hello</title>
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		<pubDate>Tue, 27 Jul 2010 09:26:57 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Acordo com uma puta insônia no meio da noite, a gripe me vencendo a corrida: ela vai me pegar. Um aperto imenso no peito, a despedida se aproxima.
Eu não quero despedida. Eu quero ir embora sozinha no meio da noite, meio sonolenta, sem olhar para trás, como quem sai pra comprar um cigarro e não [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Acordo com uma puta insônia no meio da noite, a gripe me vencendo a corrida: ela vai me pegar. Um aperto imenso no peito, a despedida se aproxima.</p>
<p>Eu não quero despedida. Eu quero ir embora sozinha no meio da noite, meio sonolenta, sem olhar para trás, como quem sai pra comprar um cigarro e não volta. Não quero sentir a dor de quem parte, quero sentir a dor de quem já não está lá.</p>
<p>Eu não quero despedida. Não quero que o peso da minha decisão seja sobrecarregado pelo peso da emoção de um momento. Quero que o meu coração e a minha cabeça continuem trabalhando como irmãos, e que cada um entenda a sua função em minha vida.</p>
<p>Eu não quero despedida. Eu quero que a idéia de partir case com a idéia de chegar, não quero que a tristeza supere as alegrias, não quero que as dores ponham à prova a difícil escolha que fiz.</p>
<p>Podem dizer que sou egoísta, que só eu ganho com a minha partida e deixo as tristezas e os problemas para trás. Podem dizer que mereço sofrer toda a despedida para ter a certeza do que estou fazendo. Acreditem: eu sei o que significa estar só, eu sei o que significa perder. Todas as decisões foram pensadas e repensadas e pesadas, eu não deixo os problemas para trás, mas levo-os comigo para juntá-los aos que ainda terei. Mas a despedida é cruel porque um se torna a razão da tristeza de todos. Eu prefiro pensar que, mais do que a dor, dividiremos as conquistas.</p>
<p>Perdoem-me. Mas quem realmente me conhece sabe que seria impossível sentar e deixar a vida passar por mim quando eu tenho a oportunidade, talvez única, de acontecer. Só quem pula do ninho aprende a voar.</p>
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		<title>Os pontos e os nós</title>
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		<pubDate>Sun, 25 Jul 2010 23:38:11 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Eu venho ensaiando escrever faz algum tempo. Não sei, mas não sinto mais aquela necessidade fisiológica de escrever como antes, o que me deixa triste, porque sei que fazia uma boa parceria com as letras. Elas acalmavam minha alma, e agora parece que já não há refúgio para mim, e tenho que encarar tudo de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eu venho ensaiando escrever faz algum tempo. Não sei, mas não sinto mais aquela necessidade fisiológica de escrever como antes, o que me deixa triste, porque sei que fazia uma boa parceria com as letras. Elas acalmavam minha alma, e agora parece que já não há refúgio para mim, e tenho que encarar tudo de frente.</p>
<p>Essa semana arrumei a prateleira das lembranças. Sim, eu tenho duas prateleiras de cartas, fotos, objetos estranhos, desenhos e toda sorte de coisas que me fazem lembrar momentos ou pessoas importantes. Adiei durante anos a arrumação desses lugares - o mais velho continua intocado - mas foi maravilhoso rever meus últimos quatro ou cinco anos.</p>
<p>Tenho um silêncio na alma que indica a tranquilidade de quem encerrou um ciclo. Não ficaram remorsos, nem dores, nem assuntos mal resolvidos. Talvez não tenha falado tudo que queria a certas pessoas, mas e quem disse que tudo nessa vida tem que ser dito? Tem gente que fica, tem gente que vai, e me vi conformada e feliz com as idas e vindas dessa vida. Aqui, ao menos por enquanto, não é mais o meu lugar. E as pessoas que me cercam são aquelas que amo, mas nossa relação está perfeita porque a despedida é iminente, eu sei. E amo esse breve momento bucólico na minha vida.</p>
<p>Tenho pouco mais de duas semanas aqui, mas já me sinto livre. Sei que vou chorar rios na partida, mas é que o frio na barriga só vai me deixar quando eu esquentar a cabeça. Por enquanto, é tudo lindo. Estou de volta ao limbo, não fui, mas também já não estou. Os momentos que precedem a despedida são tão cor-de-rosa quanto aqueles que sucedem o encontro&#8230; e o reencontro!</p>
<p>Eis a importância da perfeição do que ficou, aqui ou lá: meus parâmetros de comparação do passado com o futuro sempre serão equivocados e incertos. Isso tudo para me ensinar que o presente é o melhor que a gente tem: é o único que dá pra prever e mudar.</p>
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		<title>Crônica de uma feminista moderna</title>
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		<pubDate>Sun, 18 Jul 2010 13:03:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Idéias]]></category>

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		<description><![CDATA[Ontem tirei a manhã para, corajosamente, arrumar a estante onde ficam todas as minhas coisas da faculdade. Quase tudo teve um destino imediato: uma caixa fechada, amarrada e escondida dentro do meu armário. Mas há algo que conseguiu superar bravamente, com tantos anos e mudanças, o cruel teste da gaveta. Na maior parte das vezes [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ontem tirei a manhã para, corajosamente, arrumar a estante onde ficam todas as minhas coisas da faculdade. Quase tudo teve um destino imediato: uma caixa fechada, amarrada e escondida dentro do meu armário. Mas há algo que conseguiu superar bravamente, com tantos anos e mudanças, o cruel teste da gaveta. Na maior parte das vezes eu prefiro esquecer o meu passado. Ontem, me deu muito orgulho lembrar - e perceber que preciso recuperar algo do que fui. Para entender a motivação para escrever as palavras a seguir, basta ler esse texto: <a href="http://recantodasletras.uol.com.br/cronicas/129518">http://recantodasletras.uol.com.br/cronicas/129518</a></p>
<p class="MsoNormal"><span><span>São oito horas da manhã. O professor profere</span> a sua habitual verborragia e eu penso por que diabos eu acordei tão cedo hoje para ver isso. Como um consolo, eu penso que alguma mulher, um dia no passado, lutou para que eu pudesse estar aqui – de sandálias e boina – ouvindo o falatório, deslocado da realidade, de um professor machista. Graças a essa mulher eu estou nessa sala, e um dia estarei numa sala do Poder Judiciário (sic) – ou a sorte queira que seja no alto do Ministério Público do Trabalho (sic). Meu consolo é que não vou precisar fazer metade do trabalho que ela fez: essa mulher abriu os caminhos para mim e, por isso, vale a pena estar nessa sala.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span><span>Não que eu esteja feliz aqui, mas, em breve, eu descobrirei que poderia ser muito pior. Enquanto eu faço um esforço descomunal para prestar atenção na aula, circula um bilhete pela sala, dirigido a mim e à minha amiga, tão entediadas com a aula e tão orgulhosas de representarmos aquela mulher. Alguém recebeu ontem um e-mail cretino, feito por uma mulher (ou não, viva a vida anônima da internet, onde podemos ser quem quisermos) frustrada e ignorante (e em breve vocês entenderão porque assim a defino), e achou que seria muito divertido enviar um bilhete anônimo com tal e-mail<span> </span>para essas pobres estudantes entediadas, mas orgulhosas.</span></span></p>
<p class="MsoNormal"><span><span>Nós abrimos tal bilhete um tanto curiosas por não reconhecermos a letra de quem se chama de “amiga”, e nos deparamos com o título “Desabafo de uma mulher moderna”. Fonte Courier New, tamanho dez, padrão de e-mail. Respiramos fundo, pensando que é só uma brincadeira. “Bilhete anônimo, made in e-mail? Lá vem!”. E lá veio. No início, a autora, cansada imagina uma hipotética cena bucólica, na qual “nossas” avós (as dela, as minhas, não!) viveram o “felizes para sempre” das histórias da Disney, fazendo comida e tricô <em>a la </em>Dona Benta. E depois vem a frase que eu precisava ler às oito da matina para me sentir feliz: “aí vem UMA FULANINHA qualquer que NÃO GOSTAVA DE SUTIÃ nem tão pouco (sic) de espartilho, e CONTAMINA várias outras REBELDES INCONSEQUENTES com idéias MIRABOLANTES sobre ‘vamos conquistar nosso espaço’” (destaque meu)!!!</span></span></p>
<p class="MsoNormal"><span><span>Impropriedades históricas e lingüísticas à parte (daí vem o ignorante a quem me referi ali atrás), eu tive que reler o mesmo trecho para entender que essa dita mulher moderna se referia à mulher de quem eu tanto me orgulhava em meus devaneios quando recebi o bilhete. Mas o problema, realmente, era que a “mulher moderna” não parava, atirando impropérios, preconceitos e ironias às feministas.</span></span></p>
<p class="MsoNormal"><span><span>Às oito da manhã eu sinto meu coração bater mais forte, quase a saltar pela minha boca, meu rosto ruborizar de ódio e algumas dúzias de palavrões mal organizados explodirem contra a muralha do meu bom senso. Então respiro fundo e termino de ler, glosando todos os absurdos diante dos meus olhos.</span></span></p>
<p class="MsoNormal"><span><span>Essa pobre mulher frustrada, que se diz moderna, fala que antes das feministas as mulheres tinham o mundo a seus pés. E era verdade. Tudo que havia no mundo, tirando tudo que pertencia aos homens, era das mulheres. E, visto que até as próprias mulheres pertenciam aos homens, a moral da história é que restava a elas possuir os bordados, os animais domésticos, as comidas e a educação das crianças: o que não interessava aos homens. Aquele mundo controlado e limitado à própria casa estava aos pés das mulheres. Isso e nada mais. E graças às desgraçadas feministas as mulheres hoje podem dizer que seu mundo é muito maior e que elas são senhoras justo do que mais importa: elas mesmas!</span></span></p>
<p class="MsoNormal"><span><span>Mas essa mulher que se diz moderna prefere um suposto controle medíocre sobre os homens – na verdade, ela se consola no fingimento de que escolher a roupa que ele usa ou o que ele vai comer no jantar é controle sobre a própria vida dele. E é exatamente disso que essa mulher precisa: frustrada e solitária, ela se agarra desesperadamente a uma ilusão de segurança e controle sobre a sua vida infeliz e a vida do “seu” homem. Por isso ela se angustia com os deveres fora de casa e com a solteirice aguda, por uma insegurança estrutural (alimentada pelo machismo que essa mesma mulher aplaude), e atira as pedras da culpa às feministas. Essas, sim, querida, pensaram em você: graças a elas, você e outras mulheres podem ter suporte psicossocial especializado em compreender e ajudar mulheres que têm medo de competir com o “macharedo” e se sentem frágeis por isso.</span></span></p>
<p class="MsoNormal"><span><span>Indignada, eu vejo essa mulher culpar o feminismo pelos seus relacionamentos instáveis e os sacrifícios pela beleza. E, ainda, culpa justo a nós, feministas, pela correria do seu dia, seus riscos, suas cobranças e todos os problemas que cercam a sua vida. Mulher frustrada e ignorante, você não percebe que somos nós, as feministas que você odeia e desqualifica, que lutamos pelos salários iguais, pelo fim da ditadura da beleza? Aliás, ditadura essa pela qual sua avó também sofria, enrolando ou alisando os cabelos, metida em roupas quentes e desconfortáveis para esconder o corpo do povo e mantê-lo sempre saudável e bonito para o seu marido, não para ela mesma, pois se o mundo estava aos pés dela, ela estava aos pés dele. Nós lutamos pela redução da jornada de trabalho para que eles(as) tenham tempo para os(as) filhos(as); a maioria de nós também luta contra esse capitalismo selvagem e desumano. Mas aquilo a que você nos imputa a culpa, criar a oportunidade e espaço no mercado de trabalho para as mulheres, ao contrário do capitalismo, da ditadura da beleza e da violência urbana, não lhe é obrigado. Criamos a OPORTUNIDADE para mulheres de classe média (porque as mulheres pobres sempre trabalharam, independentemente de emancipação feminina) trabalharem fora de casa e se tornarem independentes de seus pais e maridos.</span></span></p>
<p class="MsoNormal"><span><span>Mas se você, “mulher moderna”, quer ficar em casa, esperando cheirosa e com o jantar pronto, um homem chegar para lhe dar o dinheiro dele, nós, feministas, reprovamos a sua conduta, mas fomos nós que tornamos isso uma opção, e não uma falta de opção. Se você quer voltar a ser dependente, semi-incapaz, maltratada; se quer fingir que seu casamento está bem por cinqüenta anos ainda que você não tenha mais sexualidade própria ou mesmo desejo (mais uma opção que oferecemos), ao invés de ser casada ou solteira por livre e consciente opção; se você quer achar que voltar no tempo vai fazer com que você receba flores e encontre apenas homens seguros e congelados em papéis pré-determinados; se você realmente acha que nasceu para servir, então tudo bem. Pode servir, pode sonhar com um passado bucólico que nunca existiu, pode se prender a um relacionamento que só você finge que não é falido, pode agir como dependente e semi-incapaz. Nós, feministas, lhe damos essa opção. E, a todas as mulheres que desejam a liberdade de seus corpos, de suas mentes, de seus sentimentos e de suas almas, demos outra opção também: opor-se a tudo isso e clamar pelos seus direitos.</span></span></p>
<p class="MsoNormal"><span><span>É claro que para você escrever um e-mail cretino como esse e publicá-lo pela internet antes de ir para o seu trabalho, muitas mulheres lutam e tiveram que lutar para que você tivesse um trabalho, para que você tivesse o direito de se expressar livremente. Tudo isso, só para você destilar ignorância e preconceito, culpando um movimento histórico e fundamental por suas frustrações pessoais – sabe quem está por trás da igualdade de gêneros e praticamente todas as conquistas para grupos vulneráveis na Constituição? E do ECA? E do Estatuto do Idoso? E de boa parte das políticas sociais? Se acha que fomos nós, feministas, acertou!</span></span></p>
<p class="MsoNormal"><span><span>São dez e meia, agora que termino esse texto entre as aulas. Meu coração não bate mais devagar, nem o meu cenho se desfranziu. O que dói, no final das contas, não é a frustração de uma mulher e sua necessidade de encontrar culpados pelos problemas de sua vida. O que dói é ouvir, em meio a um sorriso debochado e amarelo, que esse bilhete não passou de uma brincadeira.</span></span></p>
<p class="MsoNormal"><span><span>Sabe, eu já cansei de ouvir sobre a radicalidade e a brutalidade das feministas. Não é que sejamos brutais ou radicais. Mas é que às vezes, para não dizer quase sempre, reforçam de maneira brutal (e aqui, sim, cabe essa palavra, em todos os seus significados e intensidades) o preconceito sobre nosso trabalho, desqualificando uma luta secular e visceral - afinal de contas, como filhas do machismo, lutar contra o nosso pai é como cortar da própria carne. E só às vezes, dentre tantas situações cotidianas, a gente sai do sério e reage contra essa ignorância e esse reacionarismo podre e enferrujado.</span></span></p>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal"><span><span>Que essa “mulher moderna” saiba que toleramos o seu e-mail. O que não toleramos são as brincadeiras em cima dele, quem repassa conscientemente essas barbaridades a título de diversão. A “brincadeira” é a forma mais covarde de atacar alguém, porque é acompanhada de uma desqualificação intrínseca e blindada contra críticas, já que não deveria ser levada a sério. Que esses covardes, que se escondem atrás das brincadeiras, assumam, discutam e lutem por sua posição chauvinista, assim como nós damos a cara a bater diariamente.</span></span></p>
<p class="MsoNormal"><span><span>A última aula, não menos verborrágica, já começou e eu estou lutando para terminar de escrever. Com o coração pesado e os olhos cuspindo ódio, eu tento respirar fundo e sorrir bom humor.</span></span></p>
<p class="MsoNormal"><span><span>Perdoai-os Beauvoir, eles não sabem o que fazem.</span></span></p>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal"><span><span>Eu publiquei esse texto no mural da faculdade com um alívio enorme de quem grita para o mundo todas as suas angústias. Não é minha melhor peça, mas me trouxe a certeza, lá do fundo do meu sol-saturno, que eu faço o meu melhor quando eu faço com paixão. E que eu nunca devia ter duvidado disso.</span></span></p>
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		<title>Por que bebemos?</title>
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		<pubDate>Fri, 09 Jul 2010 13:25:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[Quando eu durmo cedo, acordo cedo, vou para a academia e me alimento bem, eu me sinto bem antes, durante e depois.
Mas eu enchi a cara ontem e agora estou me sentindo uma merda. Eu já tinha decidido seguir o conselho do personare e desistir das bebedeiras (não do álcool como um todo, veja bem). [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quando eu durmo cedo, acordo cedo, vou para a academia e me alimento bem, eu me sinto bem antes, durante e depois.</p>
<p>Mas eu enchi a cara ontem e agora estou me sentindo uma merda. Eu já tinha decidido seguir o conselho do personare e desistir das bebedeiras (não do álcool como um todo, veja bem). Mas o apelo social de uma cerveja é muito maior do que o psicológico.</p>
<p>Resultado: me sinto mal antes porque sei que vou gastar dinheiro, me sinto mal durante, porque sei que vou me arrepender, e me sinto realmente mal depois, porque meu estômago está convencido de que isso não lhe faz bem e eu devia estar enfrentando hoje umas 400 pgs de Direito Comercial, mas não consigo fazer muito além de pensar como queria estar de conchinha com meu marido.</p>
<p>Chega da regra de uma ressaca por semestre. Espero que essa seja a última do ano - e, quiçá, dos anos.</p>
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