Eis a razão pq não andei atualizando meu querido jornal: eu estava viajando, aproveitando minhas férias de inverno. Só que foram 11 dias sem notícias, e, portanto, vai ser difícil contar tudo. Vou dizer o básico, e o especificio fica para os emails, os chats e os posts com senha… =D
Dia 10. Depois de dormir às 2 ou 3 da matina, acordamos às 4h45 pra pegar o diacho do trem. O timing estava perfeito. Até q chegamos no ponto de ônibus 2 min atrasados. Perdemos o buzu e o seguinte só chegava dps do trem. Resultado: primeira aventura. Correndo pelas ruas de Rennes, depois de perder as esperanças de pegar o trem, encontrei um simpático senhor e pedi o n do taxi pra ele. Chegamos a tempo. E esqueci meu celular no taxi. ¬¬
4 hs depois, Paris. Deixamos as bagagens no hotel e fomos rodar a cidade. Eu tinha programado um roteiro perfeito, mas assim q saímos procurando um banco p sacar dinheiro, nos perdemos. Resultado: esquecemos o mapa no bolso e fomos conhecer Paris como se deve, descobrindo. Andamos feito loucos pela cidade, admirando as ruas, conversando comendo os sanduíches preparados q eu levava na mochila. Opera Garnier, Place Vendome, Jardin des Tuileries comendo Godiva, Place de la Concorde, e lá fomos nós dando a volta no Sena… Orsay, Louvre, café e por do sol no Louvre, Ile de la Cité, Notre Dame à noite, cerveja com o amigo de David, Rue Mouffetard, Pantheon, Sorbonne, Tour Eiffel à noite. Não entramos em nenhum lugar pago, exceto a Opera (o que suuuuuuuuuuper valeu a pena), mas a melhor forma de conhecer Paris é mesmo conhecer suas ruas.
Mortos de cansaço, o segundo dia começou com umas horas de atraso. Mas começou pelo Arc du Triomphe. Depois, Champs Elysees, sorvete Haggen Dasz e olhos grudados nas lojas de carros. David parecia uma criança, saltitando de loja em loja pra olhar os lançamentos das melhores marcas. E eu, babando as joalherias e as lojas de grife… aiai… Depois, vimos o Petit e o Grand Palais, mas só por fora, tiramos muitas fotos. Tour Eiffel de dia (sem subir, pq n fizemos questão mesmo), Trocadero (e muitas fotos!), Batobus. Eis um dos pontos altos: andar de barco pelo Sena é realmente coisa de outro mundo. Inesquecível. Jardin des Plantes, Le Pure Café (o café que aparece em Before Sunset), trocar de roupa e sair de novo. Jantar com o amigo de David e dormir pra um outro dia.
Balanço: eu poderia ficar um mês em Paris, e ainda assim n ia aproveitar td q a cidade tem pra oferecer. A cidade mais linda que já vi - David bate pé dizendo que prefere Havana - e eu poderia morar lá, se tivesse dinheiro pra isso e vontade de viver entre os europeus, q são chatos, comparando com os latinos. Imperdível.
Dia 12. Deixamos nossas bagagens com o amigo de David e encontramos o resto da trupe. Pegamos o avião, e lá vamos nós, Estocolmo! Quando pisamos no aeroporto, já sacamos q a Suécia n é p qq um: além da moeda ser diferente, o q come um bom dinheiro na hora do câmbio, tivemos q pegar um taxi (que sai o mesmo preço ou mais barato q onibus) para a cidade. Chegando lá, e confiando no apurado senso de direção de Gustavo, nos perdemos por mais de uma hora, congelando a menos n sei quanto, até acharmos o tal do albergue, que é uma antiga prisão. Depois disso nos custar os olhos da cara (saiu mais barato o hotel de Paris!!!), fomos fazer compras e tomar um café. Pagamos mais outra fortuna e fomos dormir. Os meninos resolveram sair, e, por engano, depois de andarem mais de uma hora no gelo, acabaram em um bar gay. Mais uma hora para voltar. Tadinhos.
Manhã seguinte, tentamos curtir Estocolmo, mas a cidade é cara feito o cão. Conhecemos os pontos principais, mas o único museu que entramos foi o do Prêmio Nobel, com uma exposição belíssima sobre liberdade de expressão. Meu conselho para quem quer conhecer: chegue cedo, passe um dia lá, levando comida na mochila, com um bom tênis, para andar ao invés de pagar transporte, e saia antes que precise pagar um hotel ou albergue. A cidade é linda, parece uma Gotham City, super gótica, com taxistas ouvindo (boa) música eletrônica e uma atmosfera cyberpunk. Vale a pena conhecer, mas eu n estava preparada pra tomar esse baque no meu bolso.
De noite, pegamos um ferry para Turku, Finlândia. O barco andando no meio do gelo, iceberg à vista (@.@), e a gente num lindo quarto, suíte, quentinho, com rádio e td mais. Mais barato q o albergue-prisão. O barco tinha 2 bares, café, sauna, free shop (afinal, fica no mar), banda ruim tocando e drinks maravilhosos!!! De qualquer forma, nos divertimos muito vendo os coroas gringos dançando bizarramente e ouvindo a música ruim. Como bêbado gasta dinheiro, levamos outro baque por conta dos drinks, e acordamos cedo e mal humorados no dia seguinte.
Dia 14. Turku. A primeira coisa que me chamou atenção foi a gentileza e simpatia de Eeva, a finlandesa que nos abrigou. Fomos andando pelas margens do rio congelado até a casa dela. O frio da Finlândia é melhor que o da Suécia, muito mais úmido. Mas lá, ou vc anda com um hidratante na mão, ou vai trocar de pele. O frio queima meeeeesmo, e minhas mãos até agora sofrem com isso… Chegamos na casa dela e desmaiamos até a tarde. Depois, fomos conhecer o centro da cidade, andar de esquibunda, e, por fim, fazer o tradicional banho no gelo finlandês. Funciona assim: tem o mar congelado. Aí vai um sacana e abre um buraco de alguns metros de diâmetro no meio do gelo. De biquini e com meias, como um turista bizarro da Barra, vc desce a escadinha, entra naquela água, grita feito um escalpelado, e sobe correndo patinando no gelo até a sauna, que parece muito confortável nos primeiros minutos, mas dps se transforma num inferno de calor e velhinhos simpáticos te olhando como um macaco no zoológico pq vc eh estrangeiro (n tem turista na Finlandia pq ninguém quer ir pra lá!!! huahuahauhauhauhau). Aí vc prefere descer de novo pra água gelada, e da segunda vez dá até uma sensação boa. E nesse ir e vir, vc percebe que começa a relaxar, achar gostoso, e os finlandeses não parecem mais tão malucos. De noite, jantar e beber. E beber. E beber. Nunca vi gente dura na queda feito mexicano. Nível Tia Aurinha. =D
Dia seguinte, acordamos tarde e fomos para o esquibunda de novo, que lá praquelas bandas se chama Pulkka. Vcs verão as fotos. Só posso dizer q é uma das coisas mais divertidas que já fiz! Depois, jantar finlandês na casa dos pais de Eeva. Claro, peixe e batata. Comida deliciosa, família ultra-simpática. E eles gostaram da gente!!! Amei os finlandeses, os europeus mais simpáticos até agora!!!
Segunda, Helsinque. Alugamos um carro, o que saiu os olhos da cara, mas mais barato que buzu ou trem, e lá fomos nós. Vimos alguns pontos turísticos enquanto meu pé congelava a -10, e tivemos q comprar uma bota nova. Achei uma liquidação e meus pés ficaram quentinhos. No final do dia, uma ilha q serviu de fortaleza sueca contra os russos. A Finlândia era uma província sueca, a propósito. A cidade n é tão bonita qnt Estocolmo, mas muito mais simples e simpática em tudo, inclusive na arquitetura. E cara, é óbvio. Droga. Na volta, assim como na ida, a grande aventura era me manter acordada pra manter David acordado, enqnt td mundo dormia. A estrada é monótona, quase n tem carro, e idêntica em todos os pontos, então dormir é mesmo mt fácil. Chegamos e ficamos até altas horas fazendo contas.
No dia seguinte, dormimos até a tarde de novo, e saímos para ver a cidade e comprar lembrancinhas, q também custam os olhos da cara. E pegamos o barco de volta para Estocolmo, onde um taxista ladrão inventou umas taxas para pagar dps de ter acertado o preço com a gente. Avião, de volta a Paris. Aí, nos separamos: Gustavo e Fernanda voltaram pra Rennes, Luis ficou em Paris, e eu e David rebolamos pra encontrar um jeito de ir pra Bélgica, pq n tinha covoiturage. O trem saiu caro, mas em menos de 3 horas chegamos em Bruxelas.
A cidade é lindíssima e mais barata até do que Rennes!!!! Vcs verão as fotos. Encontramos o amigo do pai de David, que nos abrigou, e descobrimos q estávamos no meio de uma crise familiar e nossa estadia ali era instável. De qq forma, dps de comer, dormimos e acordamos para um belo dia em Bruxelas. Mapa da cidade, saímos conhecendo tudo que era canto que deu, todinha a pé, o que é muito fácil pq é pequenininha. Comi Neuhaus e Pierre Marcolini, e agora posso dizer que Godiva é o melhor chocolate do mundo, apesar de mt gente preferir os outros dois. Ponto alto, além dos chocolates, é a Grand Place, a praça mais linda que já vi, de dia ou de noite. De cair o queixo, mesmo.
Voltamos para a casa turbulenta e no dia seguinte, Bruges, uma pequena e encantadora cidade cheia de canais. Basta sentar na margem de qualquer dos canais e comer os chocolates maravilhosos, e pronto, a viagem já está paga. Linda de morrer e cheia de quiosques de batatas fritas, que, segundo os belgas, são belgas. Eles comem um monte de batatas-fritas com cebola e maionese em cima. É de comer rezando!!!
Voltamos pra Bruxelas, compramos cervejas - até agora, ainda prefiro as cervejas mexicanas, que sem sombra de dúvida são as melhores que já tomei em td a minha vida, mt bem acompanhadas de nachos - e voltamos para a casa problemática, onde tivemos um simpático jantar com as filhas do nosso anfitrião. Ele é apaixonado pelo Brasil, e ouvi Lenine, que é super conhecido aqui na França, a noite inteira. E depois, dormir para acordar e voltar à realidade. Covoiturage para Paris, TGV de Paris para Rennes.
E fim. Já escrevi demais, apesar de ter mt mais o que contar. Toh cheia de coisa pra fazer tb, pq minha vida parou por 2 semanas… Vcs vão ter q esperar pelas fotos e perguntar dps… Até a próxima!!!