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Cárgale todo a los motores! Segunda marcha, a cem por hora…

A vida é realmente uma escola, e parece que me meti em um curso intensivo de pós-graduação em se-virância com enfoque em grandes decisões rápidas. Pelo menos posso dizer que estou numa escola de primeira, porque o nível de exigência é tão alto que depois de descobrir que caroço de manga não é sabonete, agora estou me aperfeiçoando na arte de engolir sapos: aprendi a digeri-los.

Finalmente o que eu quero dizer com isso? Eu podia dizer o que ando fazendo, o que ando pensando ou as novidades do meu dia-a-dia. Em primeiro lugar, não tenho mais dia-a-dia, que isso é coisa pra quem tem tempo: tenho dia-e-noite-a-dia-e-noite, porque a vida não pára só porque algumas pessoas decidiram dormir, ainda que uma delas seja você. Segundo, porque descobri que o que faço e o que penso não necessariamente significam alguma coisa a curto, médio ou longo prazo. São poucos os fazeres e pensares que transcendem a condição de “sucessão de acontecimentos”, e somente ganham significado quando o futuro vira presente e a gente vê o resultado das coisas (ou a falta dele). Em terceiro lugar, mas não necessariamente nessa ordem, apesar de já não me banhar com caroço de manga, os banhos continuam sendo de água fria, e assim, bem na cara e na caixa dos peito (pq ninguém diz “na caixa dos peitos”) então é melhor não esquentar a cabeça pra não causar um choque térmico como antes. Então o agora eu deixo pra contar no depois, ok? ;o)

Depois de tantas metáforas, que são a minha forma de delimitar a extensão e intensidade dos efeitos que causam este blog em algumas pessoas, só posso dizer que estou feliz, e muito. Fazia tempo que não me sentia grávida de mim mesma, e essa sensação é maravilhosa! Sim, mais uma vez o Personare acertou em cheio: autoconhecimento é a tônica do momento, e não vou perder esse espetáculo por nada, nem por problemas tão problemáticos quanto os que andei problematizando nos últimos tempos.

Melhor que surpreender os outros, é surpreender a mim mesma. Ainda que não tenha descanso, estou desconfiando que sinto uma verdadeira paz de espírito… pela primeira vez na vida.

Dia de Muertos

No México, o Dia dos Mortos é uma celebração de origem indígena, que honra os defuntos no dia 2 de novembro. Começa no dia 1 de novembro e coincide com as tradições católicas do Dia dos Fiéis Defuntos e o Dia de Todos os Santos. Além do México, também é celebrada em outros países daAmérica Central e em algumas regiões dos Estados Unidos, onde a população mexicana é grande. A UNESCO declarou-a como Patrimônio da Humanidade.

As origens da celebração no México são anteriores à chegada dos espanhóis. Há relatos que os astecas, maias, purépechas, náuatles e totonacas praticavam este culto. Os rituais que celebram a vida dos ancestrais se realizavam nestas civilizações pelo menos há três mil anos. Na era pré-hispânica era comum a prática de conservar os crânios como troféus, e mostrá-los durante os rituais que celebravam a morte e o renascimento.

O festival que se tornou o Dia dos Mortos era comemorado no nono mês do calendário solar asteca, por volta do início de agosto, e era celebrado por um mês completo. As festividades eram presididas pela deusa Mictecacíhuatl, conhecida como a “Dama da Morte” (do espanhol: Dama de la Muerte) - atualmente relacionada à La Catrina, personagem de José Guadalupe Posada - e esposa de Mictlantecuhtli, senhor do reino dos mortos. As festividades eram dedicadas às crianças e aos parentes falecidos.

Quando os espanhóis chegaram à América no século XVI, se aterrorizaram com esta prática, e no intento de converter os nativos, fizeram as festividades coincidirem com as festividades católicas do Dia de Todos os Santos e o Dia dos Fiéis Defuntos. Os espanhóis combinaram seus costumes com o festival centro-americano criando um sincretismo religioso que deu lugar ao atual Dia dos Mortos.

Para os antigos mexicanos, a morte não tinha as mesmas conotações da religião católica, na qual as idéias de inferno e paraíso servem para castigar ou premiar. Pelo contrário, eles acreditavam que os caminhos destinados às almas dos mortos era definido pelo tipo de morte que tiveram, e não pelo seu comportamento em vida.

É uma das festas mexicanas mais animadas, pois, segundo dizem, os mortos vêm visitar seus parentes. Ela é festejada com comida, bolos, festa, música e doces, os preferidos das crianças são as caveirinhas de açúcar.

Nas festividades, encontra-se aspectos oriundos tanto dos antigos habitantes centro-americanos, como também, características modernas, adquiridas do contato com a cultura dos colonizadores.

Calaveritas (Caveirinhas)

Chamam-se assim tanto as rimas ou versos satíricos como as gravuras que ilustram caveiras disfarçadas, descritas a seguir:

  • Rimas, também chamadas “calaveras”, são na realidade epitáfios humorísticos de pessoas ainda vivas que constam de versos onde a morte personificada brinca com personagem da vida rela, fazendo alusão a alguma característica peculiar da pessoa em questão. Terminam com frases onde se expõe que o levarão à tumba. É muito comum dedicar as “caveirinhas” a pessoas públicas, em especial a políticos que estejam no poder. Em muitos casos, a rima fala do aludido como se estivesse morto.
  • Gravuras (litografias), geralmente do mestre José Guadalupe Posada, ainda que não desenhou especificamente para o Dia dos Mortos, eram caricaturas que colaborava em diferentes publicações no princípio do século XX no México, que eram usadas nestas datas por sua alusão à morte festiva, tal qual La Catrina.

Símbolos

Caveira dos Dia dos Mortos feita com açúcar, chocolate, e amaranto

  • Caveiras de doce. Têm escritos os nomes dos difuntos (ou em alguns casos de pessoas vivas, em forma de brincadeira que não ofende em particular o aludido) na frente. São consumidas por parentes e amigos.

Pan de muerto (pão de morto), comida típica do feriado

  • Pan de muerto (do espanhol: pão de morto). Prato especial do Dia dos Mortos. É um pão doce enfeitado com diferentes figuras, desde simples formas redondas até crânios, adornados com figuras do mesmo pão em forma de osso polvilhado com açúcar.
  • Flores. Durante o período de 1 a 2 de novembro as famílias normalmente limpam e decoram as tumbas com coloridas coroas de rosas, girassóis, entre outras, mas principalmente de margaridas, as quais acredita-se atrair e guiar as almas dos mortos. Quase todos os sepulcros são visitados.
  • A oferenda e as visitas. Acredita-se que as almas das crianças regressam de visita no dia 1º de novembro, e as almas dos adultos no dia 2. No caso de não poder visitar a tumba, seja porque a tumba não exista, ou a família esteja muito longe para visitá-la, também são feitos altares nas casas, onde se põe as ofertas, que podem ser pratos de comida, o pan de muerto, jarras de água, mezcal, tequila, pulque ou atole. cigarros e inclusive brinquedos para as almas das crianças. Tudo isto se coloca junto com retratos dos defuntos rodeados de velas.

Altar dos Mortos

Os materiais comumente usados para fazer um altar para o Dia dos Mortos têm um significado, e são os seguintes:
  • Retrato da pessoa lembrada: o retrato do defunto relembra a alma que visitará na noite de 2 de novembro.
  • Pintura ou figura das Almas do Purgatório: A imagem das almas do purgatório serve para pedir a saída do purgatório pela alma do defunto no caso de lá se encontrar;
  • Doce círio: Ainda que sejam poucos, têm que ser em pares, e preferivelmente de cor roxa, com coroas e flores de cera. Os círios, ainda mais se são roxos, são sinal de luto. Os quatro círios em cruz representam os quatro pontos cardiais, de maneira que a ala pode orientar-se até encontrar seu caminho.

Patrimônio da Humanidade

Em cerimônia realizada em Paris, França em 7 de novembro de 2003, a UNESCO distinguiu a festividade indígena do Dia dos Mortos como Obra Mestra do Patrimônio Oral e Intangível da Humanidade. A distinção por considerar a UNESCO que esta festividade é:

“… uma das representações mais relevantes do patrimônio vivo do México e do mundo, e como uma das expressões culturais mais antigas e de maior força entre os grupos indígenas do país”.

Além disso, no documento se destaca:

“Esse encontro anual entre as pessoas que celebram e seus antepassados, desempenha uma função social que recorda o lugar do indivíduo no seio do grupo e contribui na afirmação da identidade…”

Além de:

“…embora a tradição não esteja formalmente ameaçada, sua dimensão estética e cultural deve ser preservada do crescente número de expressões não indígenas e de caráter comercial que tendem a afetar seu conteúdo imaterial”.

*Wikipédia, claro.

Atualmente, o Día de Muertos se confunde muito com o Halloween pela óbvia influência americana.  Mas continua sendo maravilhosa e muito mais bonita e interessante que o Halloween. Eu vou pra Pátzcuaro esse final de semana, que é uma cidade que fica de frente para um lago, onde a cerimônia das oferendas vai ser na água. As fotos, depois publico, pq vou mostrar tudo, os lindos e gigantes altares da UNAM, os doces fofos, a explosão de cores que decora tudo, e tuuuuuuudo que puder fotografar e filmar em Pátzcuaro. Por enquanto, fotinhas de internet pra vcs se deleitarem.

Finalmente online

Tenho um mundo de coisas pra contar, dentro e fora de mim. Agora que tenho internet - e muito o que estudar - vai demorar pra me por a par do mundo, e o mundo a par de mim. Mas eu chego lá.

Saudades infinitas de algo entre nós… Não sei se mais de mim ou de vc…

La noche perfecta…

É minha última noite e eu não devia estar na internet.

É minha última noite e eu não devia estar tranquila.

É minha última noite e eu devia ter respostas que não tenho.

É a última noite dos primeiros dias do resto de minha vida. Nada mais normal do que não ser como eu esperava.

As cartas já foram dadas, o dado já foi rolado. Espero que possamos dizer de novo “somos unos perros con suerte”. E muito trabalho.

Não pergunte. Só entende quem o vive, e nem eu entendo… Uma distância saudável dos sentimentos para manter a sanidade. Que Cristo, em quem já deixei de acreditar faz muito, me segure amanhã.

Diário de Bordo. 5o. mês, 3o. dia: Barba, cabelo e bigode

Hoje tive muita vontade de escrever, depois de ler o e-mail de Muni. Como sempre, mergulho completamente na vida alheia e, às vezes, acabo esquecendo dos detalhes que fazem de mim eu mesma. Escrever, por exemplo. No entanto, agora que paro para fazer isso, por falta de prática ou desinteresse, as palavras não vêm. Talvez eu deva começar com o usual relatório de coisas que aconteceram para ver se elas fluem.

O interessante dessa semana foi uma festa aqui na residência. A melhor festa do semestre, sem sombra de dúvidas. Tudo começou assim: todo ano, os alunos do último ano do IEP fazem uma mega festa, chamada Le Gala (sim, é uma festa de gala). Cada ano, essa festa tem uma temática diferente. Esse ano, escolheram um baile de máscaras. Ocorre que cobraram 17/20 euros por cabeça. Eu estava louca para ir para um baile de máscaras desde que fui para Veneza, mas… ponto 1: festas francesas, por serem cheias de franceses, são chatas. Eles se divertem da seguinte forma: chegam, bebem, acham que estão dançando, continuam bebendo, e seguem bebendo até que não possam mais deglutir álcool. Descobri que esse senso de “hora de parar e curtir a festa” é algo latino-americano. Não fazemos festa para beber nem bebemos para fazer festa, não precisamos de desculpas para fazer festas. Mas os europeus são reprimidos demais, e, enfim, já viram. Ponto 2: tendo em vista que nunca paguei mais de 7 euros para ir numa festa aqui, é o cúmulo do absurdo cobrarem essa quantia, e ainda ter que arrumar roupa de gala pra ir. Resultado: desisti e fiquei na minha.

Ocorre que Flávio (como sempre, ele) ouviu dizer que alguns franceses do IEP também achavam loucura pagar aquilo, e eles mesmos reconheciam que a festa deles é um saco. Assim sendo, ele teve a grande idéia de fazer a Anti-Gala: mesmo dia, mesma hora, à fantasia. Mas, dessa vez, nossa festa, aqui em Patton, foi de graça, e a regra era que as meninas se vestiam de gangster e os meninos, de puta. Resultado: a festa bombou e muita gente, mesmo sem beber “soltou a franga”. Sim. Teve menino que raspou a perna, comprou peruca, falou fino a noite inteira, e Rennes inteira parou para ver. A publicação de fotos foi vetada, mas eu vou tentar burlar a censura.

A propósito, eu virei um italiano muito gatinho, David virou uma colegial super kawaiiiiiiiiiii, Flávio era uma prostituta da Ladeira da Montanha, mais baixo astral impossível, e os espanhóis fizeram uma maquiagem melhor do que a minha de sempre… Muito mais mulheres do que eu!!!

De resto, redescobrimos as maravilhas e o vício de jogar Banco Imobiliário, assim como de descansar depois de fazer tanto trabalho - para voltar a fazer outros. Essa semana terminam as aulas, e depois só prova atrás de prova, super cabrón. Vou ter que rebolar na boquinha da garrafa pra dar conta de todas as provas ORAIS, e ainda mais da única escrita. Sim, o esquema aqui é tão “perro” que a gente até prefere prova oral do que escrita, pq na escrita avaliam a ortografia também. Ou seja, é como se fosse uma prova da matéria e de francês ao mesmo tempo. Pelo menos já acabaram as aulas de francês, de Conference de Méthode, e todas as suas provas e apresentações também. Agora somos eu e as 5 matadoras. Vamos lá.

Bom, como eu falei com minha família agora e matei falando um pouco da vontade de escrever, vou ficar por aqui. Também quase todas as minhas roupas estão sujas e tenho um último trabalho para fazer, o que significa que amanhã será um dia cheio. E, entre notícias sobre a epidemia mexicana, filmes e trabalhos, eu sigo minha semana… A próxima sexta também vai ser feriado aqui. Pelo menos isso! 

Isso é tudo, pessoal! Até a próxima: e prometo para mim mesma que vou escrever mais…

Além-mar e além-céu

Faz séculos que eu não escrevo. Não sei por que, mas me parece inacreditável que a razão seja falta de tempo - é a mais pura verdade. Todos esses dias eu tenho dormido pouco para dar conta de fazer tudo, e de caber todas as coisas importantes em minha vida. Não é que o blog vá ficar jogado às traças. Mas é que falar de mim não é tão desejável ou necessário enquanto nem sei o que falar, nem para quem. Não tenho conversado muito comigo mesma, mas nos poucos momentos em que isso acontece, chegamos à conclusão de que as apostas já foram feitas, a estratégia, determinada, e que só falta rolar os dados - e eu não vejo a hora de fazer isso! A cada vez que me encontro, tenho a certeza de que estou jogando o jogo certo, com a estratégia certa, e a sorte está do meu lado, porque nunca fui tão feliz.

Mas o mais importante é que esse é um momento de retribuir ao outros o carinho e o amor que me deram. Por isso tenho tão pouco tempo para o blog, para mim, porque minha felicidade é exponencial quando posso dividi-la. E estou trabalhando o dobro para mostrar o quanto valeu a pena cada um deles, de alguma forma, ter investido em mim o amor, o tempo, a paciência, ou o que seja.

Mas sempre preciso voltar, porque sou um eterno refazer-me. Ainda mais quando recebo uns puxões de orelha. Ninguém nunca me havia pegado pelos ombros, levantado minha cabeça e me provocado daquela forma. Sim, eu posso ser muito mais mulher do que sou agora. Aliás, alguma hora eu ia ter que deixar de ser pixote. É um ótimo momento para começar, porque agora eu sei que se eu cair, não só vai ter quem me ajude a levantar, como quem me inspire para que eu esteja no topo de novo. Quanto maior a altura, pior a queda, é verdade. Mas ele me tem ensinado a voar. Não por ele, nem por ninguém além de mim mesma, eu quero estar lá em cima, nem que seja só para provar esse ar mais rarefeito. Nem que seja só pra ter uma bela vista e depois descer (ou cair) de novo. Sim, nós vamos comer o mundo!

Entre tanta inspiração e beleza que a vida tem trazido, talvez eu tenha me perdido um pouco, o que não é ruim. Por isso, alguns de vocês ainda não sabem, mas para facilitar a comunicação geral, eu preciso contar algumas novidades, ainda que seja em forma de relatório.

Primeiro é que quando eu estava em Estocolmo, olhando meus emails numa loja de conveniência, recebi a melhor notícia do ano (e que ano abençoado!): MAI ESTÁ GRÁVIDA DE NOVO! Ainda está com dois meses, quase três, e certamente ainda não sabemos o sexo do bebê, mas assim que eu souber, eu espalho a boa nova…

Segundo é que ontem eu paguei um “chingo” (desculpem, mas vou voltar praí cheia de expressões do “barrio” mexicano… paciência!), mas cortei e pintei meu cabelo! Resultado: agora eu vou querer cortar o meu cabelo na França sempre!!!! Realizei meu sonho de ter um corte europeu, e não só isso, estou numa nova categoria de vermelhos. Bye bye, vermelhos intensos, olá acobreados. Próximo passo? Esperar para fazer isso no México de novo e comparar os estilos… =D

Terceiro é que vou sumir de novo. É que amanhã à noite começo minha viagem para a Itália e só volto no dia 12 de noite. Isso significa várias coisas: 1) EU VOU VER LU!!!!; 2) Eu vou ver pessoalmente as imagens dos meus livros de história!!!; 3) EU VOU VER VENEZAAAAAAAAAAAA!!!; 4) Eu não estarei tão facilmente comunicável no dia do meu aniversário; 5) Eu vou gastar um chingo de dinheiro de novo, então não esperem lembrancinhas italianas; 6) Eu vou contar tudo e postar as fotos assim q eu tiver tempo, o q significa que vai demorar um tanto, mesmo pq qnd eu chegar eu vou ter que comer os livros para dar conta de fazer tudo!!!

Eu fico por aqui porque tenho que fazer um trabalho para amanhã, oraito? Bjus e queijos, e até daqui a duas semanas…

Diário de Bordo. 3o. Mês, 14o. dia: Porque baixaria sempre rola…

Essa semana foi bem cheia. Vamos começar com a previsão do tempo. Aqui está realmente chegando a primavera. Está ficando bem quente, chega até uns 17 graus, e dps de muito suar dentro de meus casacos, um dia desses me vi andando de regata na rua… Não é pra tanto, mas toh quase chegando lá. Não tô usando mais meia-calça por baixo da calça e tem flores nascendo nas ruas, e as árvores secas já tem vários brotinhos. Uma belezura. Só as flores que David me deu estão caindo, mas também pudera, depois de um mês de pé, já estava na hora.

Muito, muito estudo, horas e horas na biblioteca, livros atrasados. Mas achei a prateleira onde ficam os livros de gênero do IEP, e já peguei Scott e Butler, claro. Estou de olho em Bourdieu, mas preciso terminar os Controles Continus (trabalhos para os extrangeiros, pra garantir q eles estão estudando e não só farreando) antes de mergulhar em mais um livro feminista. E depois que fui na biblioteca de Rennes II (a maior universidade da cidade), o IEP virou fichinha. Vou colar lá, pena q tem q pegar transporte público, pq n aguento carregar tanto livro na bicicleta… 

Depois da apresentação de David para a Conf. de Methode (onde aprendemos o xexelento método francês), matéria na qual ele tem q suar muito pra impressionar a professora, já q teve um desempenho horrível semestre passado, o pior da semana veio logo depois. Ele inventou, como sempre, uma sessão-tortura de cocégas, sendo q eu já tinha falado que, nesses momentos, eu não respondo por mim. Não deu outra: levou uma acidental cabeçada no nariz. Isso não seria tão terrível, se minha cabeça não fosse tão dura (eu juro q nem senti!) e ele já não tivesse quebrado o nariz outras duas vezes. Resultado: uma noite inteira com o nariz sangrando, dor de cabeça e sono, e eu, sem conseguir dormir, desesperada, implorando para ir no médico.

No dia seguinte, depois de muito sofrer, arrastei ele pela cidade inteira até achar quem atendesse emergência. Horas de espera (hospital público é foda em todos os lugares), e uma radiografia perfeita. UFF!!! Como é bom saber que eu não quebrei o nariz de ninguém! Que não fui responsável por uma cirurgia que nos ia custar até as calçolas e as cuecas…!!!

Nariz no lugar, fomos planejar nossas férias de primavera. Descobrimos uma amiga dele, Lili, que quer ir pra Itália, e ele está fazendo minha cabeça pra eu ir também. Os custos são altos, mas… vamos ver se gera.

Ah, mais uma notícia: as universidades continuam em greve, mas as greves são só uns dias em q a faculdade fica bloqueada. Mas essa semana teve um “plus”: 300 estudantes saquearam um Carrefour, foi o maior babado!!! Baixaria não é exclusividade nossa!!! =D

Fico por aqui e vou ver meu filme…

Bjs e até a próxima!!

Diário de Bordo. 3o. Mês: Alguém faça o relógio parar de girar!

Cada vez mais relapsa, eu sei. Mas tem algumas explicações. Primeira é q estourei minha cota de download, e minha net foi suspensa por alguns dias. Segundo, o wordpress tá dando pau o tempo inteiro, um saco. Só funciona quando quer. Terceiro, eu não estou encontrando tempo pra muita coisa, minha vida anda uma loucura de tão desorganizada! Mas vamos às novidades…

Terça passada teve carnaval aqui, mas é super pequenininho, e não é feriado. Se chama Mardi Gras, e sai um monte de francês maluco fantasiado pela rua, como nos carnavais de antigamente. Eu vou colocar as fotos mal tiradas online, mas nem se empolguem: no ápice da festa, 300 malucos dançando da rua. É, quem entende de carnaval é mesmo a gente.

No entanto, passei o resto da semana tirando o atraso e estudando para uma apresentação na quinta-feira. Dia e noite estudando, literalmente. Larguei tudo de mão e chega fiquei tonta de tanto estudar. Nem lembrava o que era isso… Acho que estudar assim, só para a fatídica segunda prova de Paulo Pimenta. Resultado: a professora passou 11 minutos (eu estava com relógio, contei!) reclamando de minha apresentação porque não abordei a temática pela perspectiva que ela queria. Veja bem, eu tinha que falar dos cartazes políticos franceses entre 1919 e 1940, como parte da aula de história. Eu dei todo o arcabouço histórico e os cambau, e a mulher reclamou porque eu não falei do design!!! Ah, como diabos eu ia saber que a profa. de história queria que eu falasse de design??? Vai buscar coquinho em Saint-Tropez!!!

Depois de tanto estudar, é claro que me deu aquela lezeira mental que não deixa a gente fazer nada, o que está perdurando até hoje. No sábado, teve mais uma vez o tradicional futebol dos meninos aqui de Patton, que perderam pela sexta (!!!) vez para os europeus. Já era a época em que a gente era quem fazia futebol bonito. Só carnaval mesmo”!!!! huahuahauhauhauhauhauah!!! Mas, ao menos, o jogo me rendeu boas risadas!!! Ver todo mundo falando e xingando em espanhol (”Gustavo, cabrón!!! Chingada la madre!!!”) foi realmente imperdível! No sábado à noite, fomos para uma festa celta absurdamente cara (7 conto a entrada, do nível das boates mais caras em Rennes), mas que valeu a pena pela manifestação cultural. Era o ginásio de uma faculdade, sem qualquer decoração decente, com um palco com uns malucos tocando música celta, cerveja e cidras ruins feito o cão, e um monte de francês dançando dancinhas medievais, em grupo. Que cena!!! Bom, eles não têm ritmo nenhum, mas não nego que foi difícil acertar as danças mais coreografadas, em par principalmente. David e Flávio passaram a noite inteira reclamando porque com aquele dinheiro a gente podia ter uma noite decente em uma boate cara, mas gastaram uma nota com a cerveja ruim: “se a gente beber, talvez a festa fique melhor!”. Valeu pela experiência, mas eu não iria de novo. Se bem que eu queria aprender a dançar direito para mostrar aí… É bonitinho!!!

Domingo, assisti pela segunda vez Lavoura Arcaica. Nossa, é que nem O Pequeno Príncipe: cada vez que a gente assiste tem um novo significado. Perfeito, pela segunda vez.

Ah, recebi hj finalmente a cartinha de Cris, linda e cheia de desenhos para decorar meu quarto!!! Brigada, Cris!!! Vou tirar fotinhas pra mostrar como ficou!!! Os gatinhos abraçados são muito liiiiiiiiiindos!!! Amei, mesmo!!! Com todos os postais que David me deu e minhas flores, meu quarto está mesmo um verdadeiro lar!!! =D

É isso. Próximas semanas em casa, porque acabou a época de farra, então não esperem muita coisa. E tomara que até o final do mês sobre espaço suficiente para baixar os episódios de Gossip que eu não vi.

Beijos e queijos (estou experimentando vários, por falar nisso), e até a próxima!!! =D

Diário de Bordo. 2o. mês, dias 10 a 21: Férias de inverno

Eis a razão pq não andei atualizando meu querido jornal: eu estava viajando, aproveitando minhas férias de inverno. Só que foram 11 dias sem notícias, e, portanto, vai ser difícil contar tudo. Vou dizer o básico, e o especificio fica para os emails, os chats e os posts com senha… =D

Dia 10. Depois de dormir às 2 ou 3 da matina, acordamos às 4h45 pra pegar o diacho do trem. O timing estava perfeito. Até q chegamos no ponto de ônibus 2 min atrasados. Perdemos o buzu e o seguinte só chegava dps do trem. Resultado: primeira aventura. Correndo pelas ruas de Rennes, depois de perder as esperanças de pegar o trem, encontrei um simpático senhor e pedi o n do taxi pra ele. Chegamos a tempo. E esqueci meu celular no taxi. ¬¬

4 hs depois, Paris. Deixamos as bagagens no hotel e fomos rodar a cidade. Eu tinha programado um roteiro perfeito, mas assim q saímos procurando um banco p sacar dinheiro, nos perdemos. Resultado: esquecemos o mapa no bolso e fomos conhecer Paris como se deve, descobrindo. Andamos feito loucos pela cidade, admirando as ruas, conversando comendo os sanduíches preparados q eu levava na mochila. Opera Garnier, Place Vendome, Jardin des Tuileries comendo Godiva, Place de la Concorde, e lá fomos nós dando a volta no Sena… Orsay, Louvre, café e por do sol no Louvre, Ile de la Cité, Notre Dame à noite, cerveja com o amigo de David, Rue Mouffetard, Pantheon, Sorbonne, Tour Eiffel à noite. Não entramos em nenhum lugar pago, exceto a Opera (o que suuuuuuuuuuper valeu a pena), mas a melhor forma de conhecer Paris é mesmo conhecer suas ruas.

Mortos de cansaço, o segundo dia começou com umas horas de atraso. Mas começou pelo Arc du Triomphe. Depois, Champs Elysees, sorvete Haggen Dasz e olhos grudados nas lojas de carros. David parecia uma criança, saltitando de loja em loja pra olhar os lançamentos das melhores marcas. E eu, babando as joalherias e as lojas de grife… aiai… Depois, vimos o Petit e o Grand Palais, mas só por fora, tiramos muitas fotos. Tour Eiffel de dia (sem subir, pq n fizemos questão mesmo), Trocadero (e muitas fotos!), Batobus. Eis um dos pontos altos: andar de barco pelo Sena é realmente coisa de outro mundo. Inesquecível. Jardin des Plantes, Le Pure Café (o café que aparece em Before Sunset), trocar de roupa e sair de novo. Jantar com o amigo de David e dormir pra um outro dia.

Balanço: eu poderia ficar um mês em Paris, e ainda assim n ia aproveitar td q a cidade tem pra oferecer. A cidade mais linda que já vi - David bate pé dizendo que prefere Havana - e eu poderia morar lá, se tivesse dinheiro pra isso e vontade de viver entre os europeus, q são chatos, comparando com os latinos. Imperdível.

Dia 12. Deixamos nossas bagagens com o amigo de David e encontramos o resto da trupe. Pegamos o avião, e lá vamos nós, Estocolmo! Quando pisamos no aeroporto, já sacamos q a Suécia n é p qq um: além da moeda ser diferente, o q come um bom dinheiro na hora do câmbio, tivemos q pegar um taxi (que sai o mesmo preço ou mais barato q onibus) para a cidade. Chegando lá, e confiando no apurado senso de direção de Gustavo, nos perdemos por mais de uma hora, congelando a menos n sei quanto, até acharmos o tal do albergue, que é uma antiga prisão. Depois disso nos custar os olhos da cara (saiu mais barato o hotel de Paris!!!), fomos fazer compras e tomar um café. Pagamos mais outra fortuna e fomos dormir. Os meninos resolveram sair, e, por engano, depois de andarem mais de uma hora no gelo, acabaram em um bar gay. Mais uma hora para voltar. Tadinhos.

Manhã seguinte, tentamos curtir Estocolmo, mas a cidade é cara feito o cão. Conhecemos os pontos principais, mas o único museu que entramos foi o do Prêmio Nobel, com uma exposição belíssima sobre liberdade de expressão. Meu conselho para quem quer conhecer: chegue cedo, passe um dia lá, levando comida na mochila, com um bom tênis, para andar ao invés de pagar transporte, e saia antes que precise pagar um hotel ou albergue. A cidade é linda, parece uma Gotham City, super gótica, com taxistas ouvindo (boa) música eletrônica e uma atmosfera cyberpunk. Vale a pena conhecer, mas eu n estava preparada pra tomar esse baque no meu bolso.

De noite, pegamos um ferry para Turku, Finlândia. O barco andando no meio do gelo, iceberg à vista (@.@),  e a gente num lindo quarto, suíte, quentinho, com rádio e td mais. Mais barato q o albergue-prisão. O barco tinha 2 bares, café, sauna, free shop (afinal, fica no mar), banda ruim tocando e drinks maravilhosos!!! De qualquer forma, nos divertimos muito vendo os coroas gringos dançando bizarramente e ouvindo a música ruim. Como bêbado gasta dinheiro, levamos outro baque por conta dos drinks, e acordamos cedo e mal humorados no dia seguinte.

Dia 14. Turku. A primeira coisa que me chamou atenção foi a gentileza e simpatia de Eeva, a finlandesa que nos abrigou. Fomos andando pelas margens do rio congelado até a casa dela. O frio da Finlândia é melhor que o da Suécia, muito mais úmido. Mas lá, ou vc anda com um hidratante na mão, ou vai trocar de pele. O frio queima meeeeesmo, e minhas mãos até agora sofrem com isso… Chegamos na casa dela e desmaiamos até a tarde. Depois, fomos conhecer o centro da cidade, andar de esquibunda, e, por fim, fazer o tradicional banho no gelo finlandês. Funciona assim: tem o mar congelado. Aí vai um sacana e abre um buraco de alguns metros de diâmetro no meio do gelo. De biquini e com meias, como um turista bizarro da Barra, vc desce a escadinha, entra naquela água, grita feito um escalpelado, e sobe correndo patinando no gelo até a sauna, que parece muito confortável nos primeiros minutos, mas dps se transforma num inferno de calor e velhinhos simpáticos te olhando como um macaco no zoológico pq vc eh estrangeiro (n tem turista na Finlandia pq ninguém quer ir pra lá!!! huahuahauhauhauhau). Aí vc prefere descer de novo pra água gelada, e da segunda vez dá até uma sensação boa. E nesse ir e vir, vc percebe que começa a relaxar, achar gostoso, e os finlandeses não parecem mais tão malucos. De noite, jantar e beber. E beber. E beber. Nunca vi gente dura na queda feito mexicano. Nível Tia Aurinha. =D

Dia seguinte, acordamos tarde e fomos para o esquibunda de novo, que lá praquelas bandas se chama Pulkka. Vcs verão as fotos. Só posso dizer q é uma das coisas mais divertidas que já fiz! Depois, jantar finlandês na casa dos pais de Eeva. Claro, peixe e batata. Comida deliciosa, família ultra-simpática. E eles gostaram da gente!!! Amei os finlandeses, os europeus mais simpáticos até agora!!! 

Segunda, Helsinque. Alugamos um carro, o que saiu os olhos da cara, mas mais barato que buzu ou trem, e lá fomos nós. Vimos alguns pontos turísticos enquanto meu pé congelava a -10, e tivemos q comprar uma bota nova. Achei uma liquidação e meus pés ficaram quentinhos. No final do dia, uma ilha q serviu de fortaleza sueca contra os russos. A Finlândia era uma província sueca, a propósito. A cidade n é tão bonita qnt Estocolmo, mas muito mais simples e simpática em tudo, inclusive na arquitetura. E cara, é óbvio. Droga. Na volta, assim como na ida, a grande aventura era me manter acordada pra manter David acordado, enqnt td mundo dormia. A estrada é monótona, quase n tem carro, e idêntica em todos os pontos, então dormir é mesmo mt fácil. Chegamos e ficamos até altas horas fazendo contas. 

No dia seguinte, dormimos até a tarde de novo, e saímos para ver a cidade e comprar lembrancinhas, q também custam os olhos da cara. E pegamos o barco de volta para Estocolmo, onde um taxista ladrão inventou umas taxas para pagar dps de ter acertado o preço com a gente. Avião, de volta a Paris. Aí, nos separamos: Gustavo e Fernanda voltaram pra Rennes, Luis ficou em Paris, e eu e David rebolamos pra encontrar um jeito de ir pra Bélgica, pq n tinha covoiturage. O trem saiu caro, mas em menos de 3 horas chegamos em Bruxelas.

A cidade é lindíssima e mais barata até do que Rennes!!!! Vcs verão as fotos. Encontramos o amigo do pai de David, que nos abrigou, e descobrimos q estávamos no meio de uma crise familiar e nossa estadia ali era instável. De qq forma, dps de comer, dormimos e acordamos para um belo dia em Bruxelas. Mapa da cidade, saímos conhecendo tudo que era canto que deu, todinha a pé, o que é muito fácil pq é pequenininha. Comi Neuhaus e Pierre Marcolini, e agora posso dizer que Godiva é o melhor chocolate do mundo, apesar de mt gente preferir os outros dois. Ponto alto, além dos chocolates, é a Grand Place, a praça mais linda que já vi, de dia ou de noite. De cair o queixo, mesmo. 

Voltamos para a casa turbulenta e no dia seguinte, Bruges, uma pequena e encantadora cidade cheia de canais. Basta sentar na margem de qualquer dos canais e comer os chocolates maravilhosos, e pronto, a viagem já está paga. Linda de morrer e cheia de quiosques de batatas fritas, que, segundo os belgas, são belgas. Eles comem um monte de batatas-fritas com cebola e maionese em cima. É de comer rezando!!!

Voltamos pra Bruxelas, compramos cervejas - até agora, ainda prefiro as cervejas mexicanas, que sem sombra de dúvida são as melhores que já tomei em td a minha vida, mt bem acompanhadas de nachos - e voltamos para a casa problemática, onde tivemos um simpático jantar com as filhas do nosso anfitrião. Ele é apaixonado pelo Brasil, e ouvi Lenine, que é super conhecido aqui na França, a noite inteira. E depois, dormir para acordar e voltar à realidade. Covoiturage para Paris, TGV de Paris para Rennes.

E fim. Já escrevi demais, apesar de ter mt mais o que contar. Toh cheia de coisa pra fazer tb, pq minha vida parou por 2 semanas… Vcs vão ter q esperar pelas fotos e perguntar dps… Até a próxima!!!

Diário de Bordo. 2o. mês, 7o. dia: Francês também leva pau do governo!

Os franceses também sabem fazer piadas de si mesmo: sempre dizem que o esporte nacional é mesmo fazer greve. Essa semana, não tivemos aula nem na segunda nem na quinta. Motivo: greve de professores e pesquisadores. Ocorre que Sarko está encaminhando uma reforma na educação que permite que cada faculdade estabeleça os critérios e os horários/salários que cada professor e pesquisador merece, o que hj é estabelecido nacionalmente. Isso, obviamente, vai criar um abismo entre as universidades públicas e as faculdades privadas (como a que eu estudo, por exemplo), e maior competição entre os profissionais. Enfim, eles têm toda a razão de protestar.

Aproveitando o embalo, fisioterapeutas (aí Dica e cunha!) e outros profissionais da área de saúde reclamaram de suas condições de trabalho saindo nas ruas para protestar, assim como a central de trabalhadores, que saiu reclamando do desemprego e da crise econômica. Francês gosta mesmo de reclamar!

Aproveitei a folga para dar uma estudada, porque, como francês adora reclamar, a professora de história vai adorar reclamar dos nossos trabalhos, e temos q conseguir um dez pra passar, o q é difícil. Aqui, o máximo é 20, mas ninguém tira isso. Gênios tiram 19. Pessoas esforçadas conseguem um 15. Pessoas normais se batem pra chegar na média. =D

Também finalmente fui convencida a começar a correr. 13 min, e eu desisti. Se eu chegar em 30 min até o final do mês, estarei mais do q feliz. Se bem q com as férias de inverno no meio isso n vai progredir mt… Mas eu preciso fazer alguma coisa, pq, apesar de minhas calças estarem do mesmo jeito, sinto q minha barriga já deu uma avançada… ¬¬

Quinta teve uma festa q foi fraquíssima, porque meus amigos calouros são muito devagar… Eu bem que queria me juntar aos hispanofones, mas acho sacanagem deixar meus amigos sozinhos. Paciência. Eles, pelo contrário, n têm tantos pudores: apesar de reclamarem q nunca estou por perto, vivem fazendo programas sem me chamar. Tipo hoje, que estão em Nantes e só soube agora. Mas td bem. Eu preciso estudar de qq forma. Pelo menos, Lucie fez crepe de chocolate pra gente. Eu preciso não engordar!!!

Ontem eu fiz fatia de parida, fez o maior sucesso aqui. Olha, até que não estou tão mal na cozinha. O problema mesmo foi que o almoço foi uma merda, pq fazia tanto tempo que eu n cozinhava, q minha carne e meu molho pronto estragaram. Tive que comer feijão em conserva, que é uma merda, e caranguejo em conserva, que também descobri que é uma merda. Preciso urgentemente aprender a cozinhar. Hj eu vou tentar o hamburguer de atum.

Esses dias ando lendo guias de viagem para planejar minhas férias de inverno, o que é uma delícia! Como vai ter greve na terça, eu já vou para Paris, conhecer a cidade pela primeira vez (Lila e Michel, estou guardando um pouquinho pra vcs!!!). Na quinta, Estocolmo, no sábado, Finlândia. Na quarta, 18, de volta a Estocolmo, e a partir daí ainda estamos acertando. O que está certo mesmo é q vou passar 2 semanas só com uma mochila nas costas e muuuuuuitas fotos.  =D

A propósito, viva a Ryanair: as passagens aqui são inacreditáveis! Liverpool-Paris a 5 euros!!! Sim, o preço de minha blusa!!!

Fico por aqui, tenho muito o que estudar, e vou correr ainda hj. Talvez role festa de noite, n sei ainda. Se bem que estou mesmo é afim de ficar em casa, lendo guias de viagem, no quentinho da minha cama. Ah, David me emprestou um livro de Mario Benedetti, escritor uruguaio. Lembra muito Rachel de Queiroz. E também está me mostrando filmes mexicanos. É realmente muito gostoso conhecer mais sobre a América Latina! Somos tão parecidos!!!

Até a próxima. Espero que sobre espaço na minha bagagem pra levar meu note e continuar atualizando as novidades de outros lugares…

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Sra. Tempestade - Estudante gosta de greve em qq lugar! =D